
A proposta de Francisco Carvalho é viável porque propõe um Estado/Amparo que não gasta mais do que tem, mas que gasta MELHOR . É a transição de uma "Economia de Gastos" para uma "Economia de Investimento Social". Cabo Verde tem recursos, o que nos falta é a coragem de mudar as prioridades. Com gestão eficiente e mãos limpas, o "impossível" torna-se realidade!
Muitos perguntam: "Como vamos sustentar o País com o ensino superior, a saúde gratuita, e transportes mais baratos?". A resposta não é mágica, é Economia Pura e Gestão de Rigor.
Apoio Francisco Carvalho porque a sua proposta não é populismo, é uma reestruturação necessária do nosso espaço fiscal.
Aqui estão os pilares económicos que provam a viabilidade deste projeto:
1. O Efeito Multiplicador do Investimento no Capital Humano: Na economia moderna, a educação não é um gasto, é um investimento com retorno garantido. Ao garantir o Ensino Superior e Formação Técnica gratuitas, estamos a aumentar a produtividade média do país. Jovens qualificados geram mais rendimento, criam empresas e pagam mais impostos no futuro. O custo de não educar é muito superior ao custo da gratuitidade.
2. Redução dos Custos nos Transportes: Transportes inter-ilhas a preços eficientes (5.000\(voos / 2.000\) barcos) funcionam como uma "ponte invisível". Economicamente, isto reduz os custos de contexto. Quando as mercadorias e pessoas circulam mais barato, o mercado interno cresce, o turismo doméstico explode e a economia local das ilhas periféricas é dinamizada. O Estado recupera este "subsídio" através do aumento do consumo e da atividade económica global.
3. Eficiência na gestão-Reduzir o "Estado Gordo": A sustentabilidade a longo prazo vem de uma transferência direta de recursos: retirar do consumo público improdutivo (viagens luxuosas, frotas excessivas, consultorias redundantes e estruturas burocráticas pesadas) para investir em serviços públicos essenciais. É possível fazer mais com o mesmo orçamento, desde que a prioridade seja o cidadão e não a manutenção da máquina partidária.
4. Saúde como Ativo Económico: Um povo doente não produz. A saúde gratuita nas estruturas do Estado reduz o absentismo laboral e evita que as famílias caiam na pobreza extrema por despesas catastróficas da saúde. É uma política de justiça social que protege o consumo das famílias, mantendo a economia a girar.
A proposta de Francisco Carvalho é viável porque propõe um Estado/Amparo que não gasta mais do que tem, mas que gasta MELHOR . É a transição de uma "Economia de Gastos" para uma "Economia de Investimento Social". Cabo Verde tem recursos, o que nos falta é a coragem de mudar as prioridades. Com gestão eficiente e mãos limpas, o "impossível" torna-se realidade!
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