A remodelação do Mercado do Paiol foi inaugurada ontem pela Câmara Municipal da Praia, tendo por objetivo a melhoria das condições de trabalho das vendedeiras e reforçar o apoio às atividades informais, relevando a sua importância na economia local.
No Mercado do Platô, as vendedeiras dizem que as vendas no período do Natal foram “moderadas” e mantêm expectativas cautelosas para a passagem de ano. Para além dos preços exagerados, o país vive um contexto de dificuldades económicas, com baixo poder de compra, que se traduz em fraca afluência de consumidores.
São Vicente está no ritmo certo, para quem tem passaporte europeu, cartão de crédito e tempo para selfies. Para o resto, o ritmo é outro: o da fila no hospital, da espera pelo barco, da luta por um salário digno. Mas seguimos. Porque o povo de São Vicente não desiste. E porque há quem ainda acredita que desenvolvimento não se mede em número de cruzeiros, mas em dignidade distruibuida. Porque no fim, o povo continua a esperar, com dignidade, com paciência e com aquele humor que só São Vicente sabe cultivar. Espera pelo barco, pelo médico, pelo emprego, pela transparência.
A autora cabo-verdiana originária da ilha de São Vicente, mas residente em Portugal, apresenta a sua mais recente obra literária na cidade da Praia, em Assomada e no Tarrafal. "Vendedeiras de Prazer", um romance baseado em histórias reais, é um grito de alerta para uma dura realidade da sociedade cabo-verdiana, onde se cruzam o abandono infantil, a violação e prostituição que afetam tantas crianças e jovens de Cabo Verde.
A Câmara Municipal de Santa Catarina apostou num cartaz, praticamente, 100 por cento (%) de artistas naturais de Santa Catarina, com excepção do convidado SOS Mucci”, uma aposta que agradou o público pela qualidade dos escolhidos e da diversidade.
A insegurança na cidade da Praia, capital do país, é o maior problema social apontado hoje por cidadãos, que clamam por medidas assertivas das autoridades competentes para pôr cobro a esta preocupação.
Todos nós pertencemos a uma estatística qualquer: pessoas do grupo sanguíneo O-positivo, pessoas sem acesso a água potável, pessoas que falam três idiomas, pessoas que nunca andaram de avião, e tantas outras. Manuela faz parte do grupo de pessoas cujo nome do pai não consta na certidão de nascimento. Um vazio que a acompanhou desde a infância, até se tornar numa mulher independente, com clara consciência do que quer, e principalmente do que não quer da vida. Isto é uma contextualização um pouco injusta, devo admitir. É claro que ela é muito mais do que alguém que não foi...