Em Assomada, perante um numeroso e vibrante público, o candidato à sucessão de Ulisses Correia e Silva afirmou que as medidas apresentadas pelo PAICV visam responder aos “problemas reais” enfrentados pelos cabo-verdianos e plasmados na plataforma eleitoral do partido. Antes, em São Domingos, apresentou o seu projeto para que jovens possam criar rendimento sem necessidade de emigrar. E, à noite, em Santa Cruz, defendeu que o Estado deve ajudar empresários, investidores, agricultores, pescadores e criadores de animais, para que possam criar emprego.
Para que a ilha continue a crescer é fundamental que o porto de Vale de Cavaleiros possa receber embarcações maiores para dinamizar o turismo. Para unir os municípios e facilitar a mobilidade na ilha, o Governo do PAICV pretende concluir o anel rodoviário, mas, também, o alargamento do aeroporto para poder receber voos internacionais de e para Boston, nos Estados Unidos da América - uma reiterada garantia que já havia dado aquando da sua deslocação àquele país. São as três prioridades que Francisco Carvalho elencou ontem, em São Filipe, para a ilha do vulcão.
Os jornalistas Daniel Almeida (A Nação), Edneia Barros (RCV) e Soraia Ramos de Deus (ACI) foram os vencedores do Prémio Nacional de Jornalismo 2026, numa edição marcada por trabalhos de investigação e abordagem de "forte impacto social".
O dia de ontem levou Francisco Carvalho a Santa Catarina onde falou com pescadores em Rincão, visitou o mercado de Assomada e conversou com as pessoas nas ruas da cidade. Mais ao final do dia, o candidato a primeiro-ministro participou em um encontro com jovens na cidade da Praia.
Estamos a financiar reformas ou a financiar modelos padrões de consumo de verbas vendidos internacionalmente com nome reformas? Porque, entre uma e outra coisa, vai toda a diferença entre transformação real e mudança apenas aparente. Falo não apenas enquanto observador, mas enquanto técnico que participou diretamente em processos de inovação curricular centrais do país nos últimos 30 anos.
O tempo de vida de cada cidadão é finito e a sobrevivência económica não se compadece com cronogramas que se estendem indefinidamente. O progresso real mede-se pela eficácia da entrega hoje, pois a prosperidade de uma nação arquipelágica depende da urgência em fazer o sistema funcionar para quem produz — Dez anos de diagnóstico sem execução transformam a falha em modelo de gestão, e quem não apresentou resultados nesse período provavelmente merece a oportunidade de encontrar a porta de saída.
A paternidade e a maternidade em Cabo Verde deixaram de ser conceitos biológicos ou sentimentais. São, doravante, compromissos jurídicos inegociáveis exigíveis a qualquer progenitor, seja ele pai ou mãe, independentemente de qualquer laço afetivo que tenha sobrevivido ou não à relação que os uniu. Esta é a declaração de princípio que subjaz à reforma legislativa de 2026, e ela merece ser lida, compreendida e debatida por todos os que se preocupam com o futuro das crianças cabo-verdianas.