Turismo político e campanha encoberta à custa do povo

Com despudor, o Governo nem se esforça um pouco que seja em camuflar as suas verdadeiras intenções: a utilização da estrutura e de recursos do Estado para a corrida em direção a 17 de maio, mesmo antes de ser dado o tiro de partida. São, seguramente, sinais evidentes de desespero, o que faz um Governo anunciar, agora, ir cumprir o que numa década nunca fez, tratando os cabo-verdianos como se fossem idiotas e padecessem da amnésia.

O último a sair que feche a porta

Dois temas marcaram os últimos dias no plano político, mas também judicial, porque desde alguns tempos a esta parte estas coisas andam misturadas e, não raras vezes, de braço dado. É um sinal dos tempos, introduzido no debate público praticamente em todo o mundo pela extrema-direita, a par do discurso moralista e de costumes que procura ocultar a sua verdadeira natureza de instigação ao ódio. Os ataques ao presidente da República e ao líder do principal partido da oposição são componentes dessa estratégia, contudo, votada ao fracasso. E aí estão os sinais de desespero a...

Cabo Verde entra em mais um ciclo pré-eleitoral entre a sintomatologia do medo, a aposta na ignorância e o poder tímido da consciência

A pergunta é simples e incómoda: queremos continuar a gerir a dependência ou queremos construir autonomia? A abstenção crescente não é ignorância: É sintoma. É o sinal de um povo cansado de promessas, por isso, este momento exige mais do que voto: exige posicionamento, exige consciência, exige responsabilidade e exige ruptura com a normalização do medo. Temos que dizer BASTA de sermos governados pelo medo, pelo orgulho, pela raiva e pela manipulacão como afirmaria o Sócrates. A base da liberdade efetiva, nunca foi e nem será a de SOBREVIVÊNCIA, mas sim, a do bem-estar...

Nomeações nas Forças Armadas: Entre a Disciplina e os jogos de influência

É importante sublinhar que este problema não é apenas uma questão de pessoas, mas de sistema. Quando o processo de nomeação não é transparente, objetivo e baseado em critérios claros, abre-se espaço para arbitrariedades. E onde há arbitrariedade, há injustiça. Num contexto militar, a injustiça é particularmente perigosa, pois mina a confiança na hierarquia e enfraquece o espírito de corpo, elementos essenciais para qualquer força armada.

A compra da voz, alma e consciência em troca de um emprego nas Instituições Políticas

Que país é esse que andamos a construir quando transformamos a cidadania num ato de prostituição política? Que ganho é esse quando o preço é a consciência, quando o salário compra a submissão, quando as carreiras se constroem sobre os escombros da dignidade? Que democracia é esta onde a liberdade de pensamento é um luxo que apenas os desempregados podem dar-se ao prazer de ter? Que futuro aguarda uma nação que ensina às suas crianças que o sucesso se conquista não com talento ou trabalho, mas com bajulação e obediência cega? Cabo Verde merecia ser a terra da liberdade que...

Portugal: Seguro, o presidente eleito com o maior número de votos da história da democracia

No dia em que foi eleito com esmagadora maioria, António José Seguro, que concitou o apoio de setores heterogéneos que vão da esquerda à direita, deixou um sinal de que, não querendo ser oposição ao governo, vai estar atento ao país e exigir resultados. O presidente da República eleito relembrou o que disse durante toda a campanha: "Sou livre, vivo sem amarras” e “a minha liberdade é a garantia da minha independência", destacando a sua "total lealdade" à Constituição e deixando claro que a sua palavra “terá peso e consequência”.

Quando o desespero aperta, os demónios saem do armário

Os sinais são bem anteriores à publicação da notícia sobre um plano para afastar o líder do maior partido da oposição das eleições de 17 de maio, com o secretário-geral do partido do Governo a acusar publicamente Francisco Carvalho de ser um bandido e enfatizando a necessidade de o parar, ou seja, de o colocar atrás das grades. Mas, já anteriormente, o antecessor do actual secretário-geral, havia garantido que ele seria preso dentro de pouco tempo. Estava criada uma teia de propaganda e mistificação que permitisse fermentar na sociedade a normalização de um acto de...