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comercio externo

Dados provisórios do comércio externo, divulgados esta quinta-feira, 31, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam que tanto as exportações quanto as importações diminuíram no terceiro trimestre de 2019. Ainda assim, o deficit da balança comercial de Cabo Verde diminuiu (5,9%) e a taxa de cobertura aumentou em 0,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2018.

De acordo com as estatísticas do Comércio Externo referentes ao 3º trimestre de 2019, as exportações de Cabo Verde totalizaram 1.742 mil contos, correspondendo a um decréscimo de (-4,0%) face ao 3º Trimestre de 2018 (-72 mil contos). As importações diminuíram 5,7% em relação ao 3º trimestre de 2018. 

Comportamento contrário verificou-se a nível das reexportações, que aumentaram em 13,9% comparativamente ao mesmo período de 2018.

Numa análise por zonas económicas, os dados mostram que a Europa continua a ser a principal cliente de Cabo Verde, absorvendo 97,7% do total das exportações cabo-verdianas. A Espanha, lidera o ranking dos principais clientes de Cabo Verde na zona económica europeia, representando, no período em análise, 81,3% do total das exportações.

A mesma fonte adianta ainda que, no 3º Trimestre de 2019, os produtos mais exportados por Cabo Verde foram os preparados e conservas de peixes, representando 64,4%, os peixes, crustáceos e moluscos, se posicionam em segundo lugar com 17,1% do total e, os vestuários ocuparam o terceiro lugar com um peso de 9,5%.

A Europa é igualmente o principal fornecedor de Cabo Verde, representando 78,0% do montante total das importações do país, seguido de Ásia/Oceânia com 10,3%, América com 7,7%, África com 1,7% e o resto do mundo com 2,3%.

Portugal lidera entre os fornecedores de Cabo Verde, com 45,4% do total, seguido de Países Baixos e da Espanha, com respectivamente com 13,3% e 8,7%, do total das importações;

Os dados demonstram ainda que no 3º trimestre de 2019, os produtos mais importados atingiram 48,1% do montante total das importações do país contra os 48,2% alcançados por esses mesmos produtos no período homólogo, ou seja, em 2018.

Os combustíveis lideram o ranking com 11,5%, seguido de máquinas e motores (8,0%), reactores e caldeiras (6,5%), ferro e suas obras (6,0%), veículos automóveis (3,6%), cimentos (3,1%), bebidas alcoólicas (2,6%), milho (2,3%) e leite (2,2%).

No que se refere às importações por grandes categorias de bens os bens de consumo continuam a ser a principal categoria económica de bens importados por Cabo Verde, com 47,2% do total das importações tendo uma evolução positiva de 5,9%, face ao mesmo período de 2018.

Os bens intermédios, bens de capital e combustíveis evoluíram negativamente (- 10,9%), (-25,2%) e (-8,4%), respectivamente, em relação ao mesmo período de 2018.

O deficit da balança comercial de Cabo Verde diminuiu (5,9%) e a taxa de cobertura aumentou em 0,2 pontos percentuais (p.p.) no 3º trimestre de 2019, face ao mesmo período de 2018.

 



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