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"Há que olhar para as causas que estão por detrás desta desestabilização dos transportes no País", reconhece ministro
Economia

"Há que olhar para as causas que estão por detrás desta desestabilização dos transportes no País", reconhece ministro

O ministro do Turismo e Transportes acautelou que há que olhar para as causas que estão por detrás “desta desestabilização” dos transportes aéreos, no País, assegurando que o Governo está a investir para estabilizar a companhia de bandeira.

Carlos Santos fez essas declarações durante uma entrevista exclusiva à Inforpress, quando questionado sobre a situação dos transportes, sector bastante contestado nos últimos tempos.

Segundo o governante, o sector dos transportes aéreos foi o mais afectado com a pandemia, explicando ao mesmo tempo que a companhia que fazia os transportes inter ilhas acabou por desistir, tendo o Governo, entretanto, respondido “rapidamente” com a contratação de uma outra companhia, a qual, conforme disse, está a funcionar até agora.

A par da situação da TACV, prosseguiu que em menos de nove meses privatizada, os parceiros acabaram por desistir.

“O que levou que o Governo tivesse que intervir. Por isso, temos que olhar para esta situação dos transportes, mas olhando para as causas que estão por detrás desta desestabilização que houve nos últimos dois/três anos”, comentou, admitindo, que isto não quer dizer que o serviço, “de facto, não tenha tido algumas mazelas”.

“E por todos nós conhecidos. Mas temos que olhar para essas causas para poder entender o porquê de em 2020/2021 e 2022, termos estes problemas de conectividade e de mobilidade inter ilhas”, reiterou, afirmando que em 2022, a nível dos transportes domésticos, o operador Bestfly “está a fazer o seu caminho”, no sentido de aumentar os seus voos.

Neste sentido, exemplificou que na quadra festiva a Bestfly “respondeu e bem”, tendo introduzido um terceiro avião, que, conforme notou, continua ainda no País.

“E a ideia é ver até que ponto é que continuará a responder esse aumento de procura que vai continuar irremediavelmente a acontecer, e bem, nos próximos tempos. Portanto, eu creio que nós estamos nesta fase de melhoria dos serviços de transportes domésticos”, frisou.

A nível de conectividade internacional, Carlos Santos esclareceu que com a pandemia, a TACV acabou por estar cerca de 18 meses sem funcionar, isto é, desde Março até, praticamente, Dezembro de 2021, “causando prejuízos enormes”.

“E, a partir de Dezembro de 2021, conseguimos pôr a companhia, novamente, a explorar a primeira rota, que é a rota Cabo Verde/Portugal”, referiu, anunciando que o Governo está a trabalhar no sentido da aquisição de uma segunda aeronave.

O titular da pasta do Turismo e Transportes falou ainda de um plano de estabilização e retoma, aprovado em 2021 com o objectivo de ter a TACV como sendo mais uma solução de conectividade com o exterior.

“Porque sendo um País que tem uma comunidade imigrante forte lá fora, e tendo o turismo como sendo o principal sector motor da economia, é nosso entendimento que a TACV continua a ter condições para ser um excelente instrumento para essa ligação com a diáspora”, justificou o governante.

“Por isso, não podemos nunca olhar para a TACV no limite daquilo que são os seus prejuízos ou lucros. Temos que ver que outro efeito tem, designadamente no transporte de imigrantes que são potenciais investidores no País, turistas também, e que gastam quando estão no País”, comentou Carlos Santos.

Ao lançar este olhar, disse que é com este entendimento que o Governo está a investir para manter e estabilizar a companhia de bandeira, acreditando que se está numa fase de melhoria dos transportes.

“E, em 2023, com o aumento da procura, é de esperar que venha haver melhorias consideráveis, e voltarmos àquilo que eram os patamares de qualidade que tínhamos antes da pandemia”, almejou.

Carlos Santos concluiu, referindo, que está previsto o reforço de capital na TACV, através de um instrumento aprovado em 2022, pretendendo-se aprová-lo também em 2023, para pôr a companhia “estável”, e assim fazer uma nova privatização da empresa.

“É esse o caminho que temos definido para a companhia”, finalizou.

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