
Reconhecendo a resiliência e o compromisso da mulher cabo-verdiana com as famílias, as comunidades e a Nação, o presidente da República, que se encontra em Santo Antão numa visita de quatro dias, destacou, ainda, a necessidade de o país passar do assistencialismo à criação de riqueza.
O Presidente da República abriu nesta quinta-feira, 26, em Porto Novo Santo Antão), a Conferência “O Papel e a Contribuição das Mulheres na Implementação dos ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável]”, promovida pela Câmara Municipal. José Maria Neves defendeu a necessidade de “reinventar políticas públicas” para gerar “mais oportunidades para as pessoas”.
Reconhecendo a resiliência e o compromisso da mulher cabo-verdiana com as famílias, as comunidades e a Nação, o presidente da República, que se encontra em Santo Antão numa visita de quatro dias, destacou a necessidade de Cabo Verde empoderar cidadãos e criar riqueza.
José Maria Neves reconheceu que, nestes 50 anos de independência, o arquipélago evoluiu e cresceu, mas sustentou que “não podemos continuar a fazer mais do mesmo”, sob pena de o país andar para trás.
“Hoje, para que Cabo Verde não pare e regrida, temos de reinventar políticas públicas em todos os domínios para criarmos mais oportunidades para as pessoas”, disse o presidente da República.
José Maria Neves declarou estar a constatar, durante a visita, que “tudo isso é possível”, já que “os caminhos estão abertos para continuarmos este percurso de sucesso” que o arquipélago vem promovendo na sua caminhada.
Passar do assistencialismo à criação de riqueza
“É preciso, agora, acrescentar valor em tudo aquilo que se faça para criarmos riqueza”, sublinhou o chefe de Estado, considerando que muitas das políticas implementadas, até agora, permitiram apenas “gerir a pobreza”, sendo necessário, daqui para a frente, adotar políticas “voltadas para a geração de riqueza”.
Para José Maria Neves, é preciso que o país tenha “os olhos postos” na criação de oportunidades para as pessoas, propondo que se passe da “fase mais assistencialista de gestão da pobreza” para a fase de acrescentar valor a tudo que se faça para geração de riqueza.
O presidente da República voltou a defender a descentralização e transferência de mais recursos aos municípios, às organizações não-governamentais e às associações comunitárias para que possam assumir “maior protagonismo no processo de desenvolvimento local”.

Investir na mulher é investir no desenvolvimento
Por sua vez, a presidente da Câmara Municipal de Porto Novo, Elisa Pinheiro, destacou os desafios locais, como o desemprego, a insegurança alimentar, a aridez dos solos e os fenómenos climáticos extremos, que afetam sobretudo as mulheres.
Lembrando que a mulher é o rosto da pobreza em Cabo Verde e carrega o peso da desigualdade, Elisa Pinheiro defendeu que "investir na mulher é investir no desenvolvimento".
Já a coordenadora residente das Nações Unidas (ONU) em Cabo Verde, Patrícia Portela de Sousa, sublinhou que sem plena participação das mulheres não há desenvolvimento, lembrando que estas ainda possuem apenas 64% dos direitos dos homens e reiterando o compromisso da ONU em apoiar Cabo Verde na Agenda 2030.
C/ Inforpress e Presidência da República
Fotos: GCI/PR
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