O tempo ainda joga. Há tempo - curto, convenhamos - para corrigir rumos, afinar discursos, reconstruir pontes e apresentar uma alternativa sólida. Mas o relógio não perdoa indefinições prolongadas. Se FC não elevar rapidamente o nível, Maio poderá não ser o castigo do Governo, mas antes o retrato de uma oportunidade desperdiçada. Efectivamente, as eleições não se ganham apenas com a fraqueza do adversário. Ganham-se, sobretudo, com visão, unidade e capacidade de convencer um país inteiro — não apenas uma parte dele.
Em entrevista ao Santiago Magazine, o Presidente da Associação Nacional dos Municípios Cabo-verdianos sustenta que o financiamento constitui o “entrave estrutural que condiciona todos os outros aspetos do municipalismo cabo-verdiano”, o “nó central que, uma vez desatado, libertaria um potencial imenso de desenvolvimento local”. Fábio Vieira é claro: “não se pode falar seriamente de autonomia local sem se falar de autonomia financeira”. O também presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros faz uma avaliação positiva de três décadas de municipalismo e sublinha que...
Quando o país é chamado a votar, o voto não pode ser um salto no escuro. Santiago Norte não pode votar no vazio. É tempo de exigir respostas, projetos, programas, metas, e sobretudo respeito. Respeito por uma região que sustenta parte significativa do país, que tem potencial e história, e que não merece carregar fardos desproporcionais sem retorno em políticas públicas efetivas. Santiago Norte não pede favor. Pede justiça. Justiça territorial. Justiça social. Justiça económica. E, acima de tudo, pede aquilo que qualquer democracia deve garantir: um Estado que não abandona os...
PAICV e UCID apontam críticas ao Governo, acusando-o de ter “feito pouco”, principalmente no que respeita à mobilização de água, considerando que “agricultura sem água é um grande problema”. Por sua vez, o MpD defende que o executivo de Ulisses Correia e Silva tem “resultados palpáveis”. Já o ministro Gilberto Silva reconheceu que o problema está na estatística, defendendo a necessidade de rever as estatísticas agrícolas do país.
O Partido Africano da Independência de Cabo Verde denunciou hoje no Parlamento o que considera ser o falhanço completo da política fiscal do executivo liderado por Ulisses Correia e Silva e o seu impacto negativo no bem-estar das famílias. Falando em nome do grupo parlamentar ventoinha, Julião Varela afirmou que o atual Governo não cumpriu os compromissos assumidos no início da legislatura, agravando impostos e taxas e que o alegado crescimento não chega aos bolsos dos cidadãos.
No balanço das jornadas parlamentares, Clóvis Silva criticou a fraca execução orçamental do Ministério da Agricultura e Ambiente, considerando preocupante que um setor do qual depende grande parte da população mais vulnerável continue a figurar entre os que menos executam o orçamento aprovado. O líder parlamentar do PAICV apelou a “uma mudança profunda no sector para levar desenvolvimento às comunidades mais afetadas do arquipélago”. Em debate vai estar, ainda, a política fiscal.
Um estudo de “Analise das barreiras de acesso aos programas de protecção social” revelou que menos de 10% dos profissionais das pescas e aquacultura têm cobertura de segurança social, apesar do interesse crescente em aderir ao sistema.