Em vésperas de eleições, a tradicional mensagem de Boas Festas do primeiro-ministro apresentou ao país - não um cabaz de Natal – um autêntico cabaz de promessas. Entre prometimentos com uma década e outros mais recentes, Ulisses Correia e Silva asseverou ao país que 2026 vai ser o ano em que todos irão ser concretizadas.
Sociológicamente já existe uma proporção do eleitorado expressiva, mais de ¼ do eleitorado (que se mobilizados pode eleger 19 a 20 deputados se todos votassem na mesma direção) que corresponde em números absolutos a uma população superior ao do Município da Praia, o maior do país, que afirma não acreditar nada na justiça e a espetacularização de ações judiciárias ou judiciais me parece que não vão contribuir para a reversão desse quadro crítico de descrédito na justiça e fadiga democrática que está colocado, pelo contrário, é só ver as tendências! A ação da...
O ex-sindicalista disse hoje ser necessário que o Governo reponha os valores retirados do INPS durante a suspensão de atividade (por razão da pandemia), para evitar impactos na sustentabilidade do sistema. Júlio Ascensão Silva manifestou, ainda, preocupação com a saída de jovens do país, outro fator que considera ter impacto negativo no sistema de segurança social.
Se a pobreza extrema foi reduzida, por que razão tantos continuam a escolher entre comer e pagar a luz? Se a inclusão social é prioridade máxima, por que razão a precariedade se tornou regra e não exceção? Se o Estado protege, por que razão milhares vivem permanentemente dependentes de subsídios que não libertam, apenas administram a miséria? Chamam de vitória o alargamento do Rendimento Social de Inclusão a cerca de 43 mil famílias. Mas é preciso dizer, com frontalidade: política social que não emancipa é política de contenção, que aprisiona e humilha. Um país não...
A Constituição da República não impede, em momento algum, o Parlamento de examinar casos decididos pelos tribunais, caso assim deseje. Contudo, é vedado, tanto ao Parlamento quanto a qualquer outro órgão estatal, descumprir, reverter ou anular decisões judiciais, o que não se aplica à presente Resolução do Parlamento. A invocação pelo Ministério Público de violação dos princípios da separação de poderes e independência dos tribunais é, no mínimo, falaciosa.
Com défice de mão-de-obra e os mecanismos de prestação de pensões em derrocada, o governo de Giorgia Meloni viu-se “in extremis” na obrigação de recorrer a imigrantes. É o discurso anti-imigração a morrer pela boca da extrema-direita, demonstrando que as narrativas de ódio não se sustentam logo ao primeiro embate.
Se o Governo quer pedir mais cinco anos, precisa primeiro de explicar o que fez com os últimos dez. Precisa de enfrentar a insegurança que já mata jovens como se fossem estatística descartável. Precisa de assumir a responsabilidade pela fuga massiva de talentos. E precisa, sobretudo, de parar de fingir que indicadores positivos significam progresso real. O país já não quer discursos, quer resultados, quer segurança, quer oportunidades, quer verdade. E, acima de tudo, quer respeito por tudo quanto não se encontra em relatórios, mas na vida real. A vida real que, neste final do ano...