Em entrevista à TSF/Jornal de Notícias, além de manifestar preocupação com as restrições à imigração na Europa e no mundo, o presidente da República disse que as comunidades cabo-verdianas também são afetadas pelo discurso do ódio e, quanto aos vistos para os EUA, defendeu ser necessário continuar a criar pontes de diálogo. José Maria Neves reconheceu, ainda, que o país não tem tido sucesso na implementação de algumas políticas, nomeadamente nos transportes interilhas, defendeu a partilha do poder e o diálogo entre partidos políticos, disse que o presidente não é...
O que está em jogo no MpD não é apenas a sobrevivência de um líder ou a vitória eleitoral de uma sigla: trata‑se de uma questão de legitimidade interna e de capacidade de adaptação às exigências de uma base mais plural, mais crítica e mais independente. A forma como o partido gere as tensões entre tradição e inovação, entre estrutura e participação, determinará não só o seu destino nas eleições iminentes, mas também seu papel na consolidação da democracia cabo‑verdiana. Historicamente, as organizações políticas que conseguem sobreviver a crises internas são...
Há também uma diferença de método. Correia e Silva comunica muitas vezes através de números, gráficos e apresentações formais. Carvalho opta pelo contacto directo, pela praça pública, pelo discurso “olhos nos olhos”. Fala menos de percentagens e mais de experiências concretas - salário que não chega ao fim do mês, jovem que quer emigrar, mãe que luta por emprego. Essa comunicação mais crua e directa tem-lhe granjeado simpatias, sobretudo entre os que se sentem pouco representados pela linguagem técnica do poder.
Eliseu Sambú, coordenador do departamento de comunicação da Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa (AEGBL) disse à agência Lusa que os alunos estão a ser impedidos de entrar “devido à falta de um documento, um termo de responsabilidade, que é o comprovativo de que há uma pessoa que vai receber o estudante e será responsável por ele em Portugal, quer em termos de propinas, como de alojamento ou alimentação” – um documento que não foi solicitado aquando dos pedidos de visto. O caso aconteceu na última sexta-feira.
O eleitorado cabo-verdiano entra em 2026 perante uma escolha de fundo: Ulisses representa a consolidação de um modelo baseado na estabilidade e na gestão prudente. Francisco oferece um caminho alternativo, mais centrado na justiça social, na proximidade com o povo, na reconfiguração do papel do Estado. Ambos têm méritos. Ambos têm falhas. O que está em causa não é apenas quem vai governar, mas como vamos ser governados. Não será apenas uma eleição. Será um referendo sobre o que Cabo Verde quer ser na próxima década. O ringue está montado. O relógio já começou a contar....
O Colégio de Cardeais que vai eleger o sucessor de Francisco à frente da Igreja Católica é o mais diverso de sempre, sinal de uma Igreja global com diferentes dinamismos e de um pontificado que nomeou nomes fora do habitual.
A concluir a sua extensa e marcante intervenção, proferida a 10 de Setembro de 2005, no Segundo Simpósio Internacional Amílcar Cabral, organizado pela Fundação Amílcar Cabral e realizado na cidade da Praia, afirmou Carlos Veiga: “Depois, e não menos importante, houve o cidadão da nossa terra, da África e do mundo - imbuído do espírito de missão e de serviço em prol do seu povo; o líder lúcido, corajoso e destemido, inconformado e ousado, patriota amigo e querido do seu povo e prestigiado internacionalmente; e houve o Homem - sensível, culto, superior, mas sempre modesto e...