Basta! Dias e noites quase inteiras sem energia elétrica, torneiras secas, e uma internet que cai ao ritmo da frustração coletiva são deveras revoltantes. É um interminável capítulo de uma novela da quinta categoria, ou um filme-retrato de um país que nunca quer se habituar à precariedade e ser sinónimo de um Estado que perdeu o controlo sobre o mais elementar: garantir serviços públicos mínimos aos seus cidadãos. Me inquieta estes dias a montanha-russa de argumentos e a dualidade de critérios do Governo. Sim, as explicações para os cortes de luz foram-se alterando, de...
Com uma crise energética sem solução à vista, o primeiro-ministro continua sem dizer nada ao país, delegando em terceiros o incómodo das justificações, que ninguém leva já a sério, num descaso absoluto que releva a falta de empatia de Ulisses Correia e Silva com os impactos desta crise na vida das empresas e das famílias. Mas, a crise energética releva, ainda, causa mais profunda: a crise de uma governação que já não tem soluções para o país.
No balanço das jornadas parlamentares, já sob a liderança de Clóvis Silva, o PAICV anunciou que vai utilizar todos os instrumentos parlamentares disponíveis para investigar o problema dos cortes de energia, e exigir do Governo as respostas que os cabo-verdianos merecem.
O Governo autorizou a Direcção Geral do Tesouro a conceder aval à Empresa de Produção de Electricidade de Cabo Verde (EPEC) como garantia de um empréstimo bancário de 600 mil contos contraído junto do Banco Cabo-verdiano de Negócios.
Sabemos, mas vou reforçar: a Cidade da Praia, centro político, económico e cultural do país, vive hoje sob um cenário que mina silenciosamente o seu desenvolvimento – os constantes cortes de energia elétrica. O problema, longe de ser apenas técnico, revela um défice estrutural de planeamento, gestão e visão estratégica que coloca em causa a qualidade de vida dos cidadãos e a atratividade do país para investimentos.
Começamos pela crise energética, onde ao pobre autor destas linhas fica difícil perceber quem levar a sério. E onde, em abono da verdade, este depauperado cronista (por muito que queira ser bonzinho) só poderá concluir pela inexistência de visão, de projecto e de uma clara linha de política pública energética. Passamos, de seguida, pela chamada Abertura-do-Ano-Judicial, aquele evento anual onde toda a gente, mais coisa menos coisa, repete sempre o que disse no ano anterior. E terminamos com um merecido panegírico ao ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, que tem marcado...
O PCA da Electra anunciou hoje que a Empresa de Produção de Electricidade (EPEC) vai proceder ao aluguer de potência adicional, com vista a garantir uma “maior segurança e prevenção” de futuras paragens por avaria ou manutenção. Segundo Luís Teixeira, a adjudicação foi feita através de concurso público, mas recusou-se a revelar o nome da empresa.