Num verdadeiro Estado de direito democrático, a justiça não escolhe alvos nem atua em função de calendários eleitorais. Quando isso acontece, deixa de ser justiça e transforma-se em instrumento político. É essa a perceção crescente de amplos setores da sociedade cabo-verdiana: a de que a PGR, ao invés de servir exclusivamente a Constituição e a legalidade, está a ser instrumentalizada para proteger o poder instalado e neutralizar quem defende um Cabo Verde mais justo, mais solidário e verdadeiramente inclusivo.
O Grupo Parlamentar do PAICV visitou esta sexta-feira, 12, as ribeiras de Santa Cruz afectadas pelas fortes chuvas de Novembro, e denunciou aquilo que considera ser “abandono total” das famílias agricultoras e criadoras, um mês após os danos registados.
O grupo de empresas Electra tem novo PCA. João Spencer, ex-candidato derrotado do MpD à Câmara Municipal da Boa Vista nas últimas eleições autárquicas, substitui Luís Teixeira, que vinha sendo muito contestado na opinião pública e no interior do seu próprio partido. É a “dança das cadeiras” em vésperas de eleições legislativas.
No encerramento das Jornadas Parlamentares, o líder do PAICV destacou a “longa crise” energética, defendendo “soluções estruturais” e afirmando que os cortes de energia recentes “são consequência de uma década de má gestão” do governo do MpD. Francisco Carvalho avançou, ainda, números que comprovam a acusação.
É um país a duas vozes aquele que hoje desfilou no Parlamento. De um lado, as oposições que apontam responsabilidades ao Governo pela crise energética, sentida, vivida pelas pessoas comuns; do outro, o partido que sustenta o Governo e nega a existência de qualquer crise, defendendo tratar-se apenas de avarias pontuais...
Se querem um planeta habitável, com paz e sem pobreza, comecem por aqui. Comecem por quem vive na lama, entre cortes de energia, escolas sem teto, hospitais sem exames, e futebol sem campos. Mas corram! Porque até agora, a única promessa que cumpriram com rigor, consistência e método é esta: “Juntos, vamos arrebentar este país.”
Há duas lições que podemos retirar desta crise energética: ela sublinha a crise mais geral de um Governo que não tem soluções para o País, nem visão de Estado para uma agenda de futuro da Nação cabo-verdiana; e, infelizmente, expõe um primeiro-ministro sem grandeza, uma figura menor que não dá a cara ao País e se revela um político covarde.