Rely Brito: Transportes interilhas “é uma questão de coesão nacional”
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Rely Brito: Transportes interilhas “é uma questão de coesão nacional”

Para o presidente da Câmara Municipal do Maio este não é apenas um tema local, “é uma questão de coesão nacional e de igualdade de oportunidades” entre ilhas. Nesse sentido, avança com propostas claras, não só para a sua ilha, mas também para todo o arquipélago, o que passa desde logo por um “plano de contingência nacional para as ilhas mais expostas.

O presidente da Câmara Municipal do Maio considera que o problema das ligações marítimas da ilha “não é apenas um tema local — é uma questão de coesão nacional e de igualdade de oportunidades entre ilhas”. Reagindo a um anúncio de suspensão da viagem na rota Santiago/Maio/Santiago, devido ao agravamento das condições do mar, efetuado hoje pela CV Interilhas, Rely Brito avançou com um autêntico plano de contingência nacional para as ilhas, em matéria de transportes marítimos.

“A suspensão da ligação marítima Santiago–Maio, hoje anunciada pela CV Interilhas, é uma decisão que compreendemos do ponto de vista da segurança. Quando o mar não reúne condições, a proteção de vidas tem de ser sempre a prioridade”, começa por referir o autarca da ilha do Porto Inglês, sustentando, porém, que “é precisamente nestes momentos que se torna ainda mais evidente um problema que o Maio conhece bem: a fragilidade das suas ligações” marítimas.

Para Rely Brito, “cada interrupção deixa pessoas retidas, compromete o acesso a cuidados de saúde, afeta estudantes, trava a atividade económica, afeta o turismo e gera incerteza no abastecimento”, não se tratando, pois, de um episódio isolado, antes de “um padrão que exige uma resposta clara” para o problema.

Segundo o autarca, “o país precisa de olhar para o Maio com outro nível de compromisso”, defendendo ter chegado ao fim a dependência de “soluções improvisadas sempre que o mar não permite a travessia”.

Por tal, Rely Brito avança com propostas claras, não só para a sua ilha, mas também para todo o arquipélago, nomeadamente: a necessidade de um “plano de contingência nacional para as ilhas mais expostas”; o “reforço automático de ligações aéreas em situações de suspensão marítima”; a “prioridade efetiva para casos urgentes, sobretudo na área da saúde; a “coordenação eficaz entre operadores e o Estado”; e, por último, um “sistema logístico que garanta o abastecimento regular” das ilhas.

Ainda segundo o presidente da autarquia maiense, este não é apenas um tema local, “é uma questão de coesão nacional e de igualdade de oportunidades” entre ilhas.

Por último, Rely Brito considera que “o Maio tem potencial, tem gente capaz, mas precisa de condições para funcionar com normalidade e dignidade”, pelo que “é tempo de avançar” com soluções.

Foto: CMM

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