Irão condena bloqueio dos EUA a Ormuz em violação do cessar-fogo
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Irão condena bloqueio dos EUA a Ormuz em violação do cessar-fogo

O Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que o Irão “não pode ser bloqueado” e que Forças Armadas responderão “de forma proporcional”.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irão, Esmaeil Baghaei, condenou nesta quarta-feira, 15, o bloqueio naval dos Estados Unidos da América (EUA) ao Estreito de Ormuz e alertou que essa ação viola o cessar-fogo.

“O Irão não pode ser bloqueado”, enfatizou Baghaei em uma coletiva de imprensa ao ser questionado se navios estavam navegando de e para o Irão, após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar na segunda-feira, 13, a suspensão de todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos.

Baghaei salientou que as ações dos EUA são, em si mesmas, “comportamento provocatório, contrário aos princípios e fundamentos do direito internacional e desprovido de qualquer base jurídica, podendo ser considerado um prelúdio para uma violação do cessar-fogo”.

O porta-voz iraniano também previu que “se não se chegar a uma conclusão no processo diplomático, recorrer a outros meios de pressão não produzirá resultados e não terá sucesso”.

“A República Islâmica do Irão e suas Forças Armadas estão acompanhando de perto os acontecimentos e responderão de forma proporcional quando necessário”, afirmou Baghaei.

Segurança do Estrito de Ormuz garantida pelo Irão há décadas

Em relação às sugestões europeias para a formação de uma coligação internacional, talvez sob os auspícios da ONU, com o objetivo de garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, incluindo operações de desminagem, Esmaeil Baghaei declarou que “a segurança do Estreito de Ormuz tem sido garantida pelo Irão há décadas. O Irão tem sido o guardião da segurança desta via navegável”.

O porta-voz do Ministério das Relações afirmou, ainda, que o Irão, como país costeiro e com o apoio dos estados vizinhos, tem plena capacidade para garantir a segurança do estreito, desde que cesse a intervenção e a agressão dos EUA na região. “Não entraremos em negociações para aceitar as condições dos Estados Unidos. Nosso critério são os interesses e os direitos da nação iraniana”, enfatizou.

Por sua vez, o major-general Mohsen Rezai, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), alertou: “se as forças norte-americanas chegarem às praias e desembarcarem, ótimo para nós, então faremos milhares de prisioneiros e receberemos um bilião de dólares por cada um”.

C/Opera Mundi/TeleSur

Foto: Mohammad Hassanzadeh/Tasnim News

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