
O coordenador dos sindicatos da Saúde, Luís Lima, afirmou hoje que está suspensa a greve de três com início marcado para o dia 28 deste mês, após a comprovação de que o Ministério da Saúde vai atender às reivindicações apresentadas. Para trás ficaram as altissonantes declarações do Governo de que os sete sindicatos do setor não tinham razão. A verdade é que, ruído à parte, ao fim de pouco mais de uma semana, o ministério acabou por ceder. A proximidade das eleições não será mera coincidência…
O coordenador dos sindicatos da Saúde, Luís Lima, afirmou este sábado, 25, que as sete organizações sindicais vão levantar a greve, agendada para os dias 28, 29 e 30 deste mês, após a comprovação de que o Ministério da Saúde vai atender às reivindicações apresentadas.
Luís Lima falava em conferência de imprensa, para anunciar os resultados dos dois dias de reunião com o Governo acerca das reivindicações dos trabalhadores, sendo garantidas as exigências dos sindicatos, nomeadamente, o subsídio de risco para os profissionais de saúde e o regime geral para os que trabalham em locais de risco.
“Neste ponto, chegamos a um entendimento de que todos os que estão em situação de risco, que trabalham nos locais dos serviços de saúde, vão estar dentro da lista de transição do PCFR [Plano de Carreiras, Funções e Remunerações], com um enquadramento salarial melhor e um subsídio de risco garantido”, salientou o sindicalista, elencando os porteiros, cozinheiras e condutores.
Garantidos retroativos de médicos e enfermeiros, bem como subsídios de risco
Luís Lima disse que, também, se chegou a um entendimento em relação ao pagamento dos retroativos dos médicos e enfermeiros, referente ao diferencial salarial entre o salário anterior e o salário actual, 50 porcento (%) dos quais deve ser pago ainda no mês de maio.
“Do mesmo modo, nós temos, também, um outro ponto que é o pagamento dos subsídios de risco, que também tem um efeito a partir de março de 2025 e, aqui, acordamos 50% do pagamento da dívida, também uma garantia do Ministério da Saúde”, apontou o sindicalista, afirmando que ficou acordado que o Governo vai ter de comprovar com um documento, para garantir que este retroativo vai ser pago.
Segundo Luís Lima, o Governo confirmou, ainda, que vai fazer a regulamentação dos médicos e enfermeiros que estão a receber horas extraordinárias na base de um salário já existente, garantia apresentada também para a publicação da lista de transição dos profissionais do INSP que vão receber o salário com base no PCFR.
O coordenador dos sindicatos da Saúde disse, ainda, que foi uma negociação baseada no “principio de boa-fé”, pelo que acreditam que estas questões poderão ser resolvidas a partir da próxima segunda-feira, 27.
C/Inforpress
Foto: DR
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