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Cabo Verde como “Capital Africana da Cultura” é uma conquista de todos nós. Mas há coisas que não consigo ignorar. A cultura vive-se em lugares concretos. É, no mínimo, politicamente redutor e institucionalmente incompleto não identificar a cidade, porque o sujeito da distinção é a cidade anfitriã. Celebrar Cabo Verde nunca deveria significar apagar a Praia!
No que estou a pensar?
Há notícias que deviam ser celebradas sem reservas.
E esta é, sem dúvida, uma delas.
Cabo Verde como “Capital Africana da Cultura” é uma conquista de todos nós.
Mas há coisas que não consigo ignorar.
A cultura vive-se em lugares concretos.
Nas ruas, nas pessoas, na identidade de uma cidade.
E, quando não se diz o nome dessa cidade, perde-se uma parte da verdade.
É, no mínimo, politicamente redutor e institucionalmente incompleto não identificar a cidade, porque o sujeito da distinção é a cidade anfitriã.
Como filha da Praia, custa-me.
Porque sei o que esta cidade representa, o que carrega e o quanto contribui.
Não é uma questão de política.
É uma questão de reconhecimento.
Celebrar Cabo Verde nunca deveria significar apagar a Praia!
Onde para o brio de quem é, realmente, da Praia?
Queremos saber qual é a cidade anfitriã que representa Cabo Verde.
De lembrar que, em 2022-2023, foi Rabat (Marrocos) e, em 2024, Kinshasa (RDC).
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