As memórias de presos políticos enviados pela ditadura portuguesa para o campo de concentração do Tarrafal, Cabo Verde, ajudaram, quase 90 anos depois, a redescobrir a “Frigideira”, espaço de tortura que o regime usou e depois destruiu.
Cabo Verde, uma vez mais, irá a votos. Existem duas propostas: continuidade e mudança. A expressão “Mors Tua Vita Mea " é uma frase em latim que se aplica aos ciclos políticos e que significa "tua morte, minha vida", normalmente usada para descrever uma situação de sobrevivência, competição extrema ou conflito, onde a derrota de um é necessária para a vitória ou sobrevivência do outro.
A formação de 500 jornalistas da África Ocidental nos últimos anos e a modernização dos mecanismos de gestão estratégica da informação figuram entre as apostas centrais da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para combater a desinformação e proteger os processos democráticos na região, uma inicitiva que tem em Cabo Verde capital relevancia.
Julgo que Francisco Carvalho tem já o mérito de ter dado uma pedrada no charco, ao demonstrar ambição, ousadia e coragem de formular propostas tão disruptivas. Manifesto, por isso, o meu apoio ao PAICV e ao seu Líder Francisco Carvalho, pedindo a todas as cabo-verdianas e a todos os cabo-verdianos, no País e na Diáspora, um voto de confiança no PAICV. Com grandeza interior, coragem e sonhos elevados, podemos mover montanhas e superar obstáculos aparentemente insuperáveis.
O candidato a primeiro-ministro apresentou ao final da manhã de hoje a Plataforma Eleitoral do PAICV. Ladeado por Carla Lima e por Manuel Inocêncio Sousa, que coordenou o documento, Francisco Carvalho apresenta plataforma do PAICV e assegura reformas profundas para “um Cabo Verde para Todos”.
A dignidade humana e a verdade são os pilares que transformam o Direito de um mero instrumento de coerção em um sistema de realização de justiça. A dignidade fornece o sentido (o porquê), garantindo o valor intrínseco da pessoa, enquanto a verdade fornece a base (o que), garantindo a realidade dos factos. Sem um deles, a justiça se corrompe: sem dignidade, torna-se opressora; sem verdade, torna-se cega e injusta.
Um poder que se protege com algemas contra perguntas parlamentares já assinou a sua própria sentença de irrelevância moral. Tal como os gritos que ecoaram das celas do Tarrafal, o grito que hoje ecoa da Ribeirinha não deve ser abafado. Deve ser estudado, publicado, debatido — “preto no branco”, como Amadeu sempre diz. Porque a democracia não morre de um golpe. Morre de silêncio dos que devem exercer a sua razão crítica.