Votar não é um gesto automático nem um ritual vazio; é um acto de responsabilidade histórica. É o momento em que cada cidadão decide se contribui para aprofundar a democracia ou para a fragilizar; se escolhe o caminho da união em torno da dignidade do país, ou se cede à fragmentação e ao ruído. Cabo Verde construiu-se quando soube unir-se em torno de princípios maiores.
Com salão cheio, Francisco Carvalho esteve com emigrantes cabo-verdianos em Queluz, Portugal, num encontro marcado por uma forte participação da comunidade. O líder do PAICV disse que, após uma década de “políticas falhadas”, o MpD quer “ludibriar” os cabo-verdianos” e que os transportes são um “indicador do estado de degradação país”. E apresentou algumas das propostas para o futuro de país, em áreas como a saúde, a educação, a formação, os transportes, a habitação e o acesso à administração pública, entre outras.
A segurança não se constrói apenas com armas, mas com justiça social. Em síntese, o combate á criminalidade exige uma estratégia policial baseada em inteligência, integração e proximidade comunitária. A repressão isolada mostrou-se insuficiente diante da complexidade dos fenómenos criminais contemporâneos. É preciso que o estado invista na tecnologia, formação continua e politica de segurança articuladas com o desenvolvimento social.
A porta-voz da Comissão Política Regional, Henriqueta Cardoso, sublinhou hoje que as visitas oficiais do primeiro-ministro, num curto espaço de tempo, não foram acompanhadas de inaugurações de obras com impacto real no desenvolvimento da ilha, o que, no seu entender, revela a falta de prioridade atribuída ao Fogo, que não pode ser tratado como ilha de promessas para ganhar votos.
Se queremos um Cabo Verde verdadeiramente desenvolvido e justo, é crucial romper com esse ciclo de promessas vazias e buscar uma política pautada na transparência, na responsabilidade e na verdade. Chega de manipulação emocional em nome de interesses eleitorais — o país precisa de soluções reais, não de ilusões criadas em tempos de campanha, apenas para se manter no poder. Estando claramente o MPD a andar entre Delírios, Distorções e Desconexão da realidade, teremos que resgatar o país para que não caía no abismo e para que seja de facto de Todos.
Apoiar o PAICV hoje, é afirmar que o país precisa de reencontrar o sentido de serviço público. É escolher um projecto que compreende que governar não é administrar crises, mas preveni-las e que sabe que o desenvolvimento não pode ser selectivo nem geograficamente injusto. Cabo Verde é arquipélago, é diversidade e é interdependência. Dez filhos da mesma mãe. O voto que se aproxima não é um gesto simbólico. É uma decisão com consequências reais. Por isso falo de voto útil. Não o voto do medo, nem o voto da raiva. Mas o voto que entende o peso do momento, que olha...
O secretário-geral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, Vladmir Silves Ferreira, garantiu ontem no Maio, que o partido já dispõe de uma estrutura política organizada para vencer as eleições legislativas e dar resposta aos problemas da ilha “ignorados pelo MpD”.