O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago defendeu hoje uma “maior articulação entre o Governo e a autarquia”, sublinhando ser “essencial para garantir um desenvolvimento mais sustentável”. À margem da visita do primeiro-ministro ao concelho, Nelson Moreira queixou-se, ainda, de falta de cortesia institucional do Governo.
Os deputados do PAICV eleitos pelo círculo eleitoral de Santiago Norte questionaram hoje o Governo sobre o prazo de aplicação do Fundo de Emergência criado para a região, na sequência das chuvas de 13 e 14 de novembro.
Aludindo à quadra festiva, o cardeal de Cabo Verde e bispo de Santiago apelou hoje à união e solidariedade. Arlindo Furtado pediu, ainda, uma felicidade partilhada onde ninguém fique para trás.
O bordão “tomar a Praia custe o que custar”, associado a Ulisses Correia e Silva – e, ao que sei, nunca desmentido pelo próprio –, podendo não ser uma citação directa (é, também, uma possibilidade), entrou no argumentário político nacional, percorrendo toda a campanha das eleições autárquicas do passado ano. Esperemos, agora, que não seja substituído por um outro: “não perder o poder, custe o que custar”.
Em Assomada, em mais uma abertura do ano político, o líder do MpD apelou ao reforço da confiança no partido. “O MpD mostrou que está preparado para governar, proteger e reconstruir, reforçando o maior Estado social alguma vez construído em Cabo Verde”, disse Ulisses Correia e Silva a algumas centenas de apoiantes, provenientes de vários concelhos de Santiago Norte, que afluíram à zona pedonal. O também primeiro-ministro prometeu, ainda, reforço de investimentos estruturantes para Santiago Norte.
O reiterado desafio foi lançado ontem, em São Filipe, quando intervinha no encerramento da Assembleia Regional do PAICV. Direcionado para o interior do partido, mas, principalmente, olhando para as eleições do próximo ano. “Somos obrigados a juntar-nos, outra vez, para o PAICV retomar a sua vocação de assumir Cabo Verde para trazer o desenvolvimento”, disse o líder do principal partido da oposição perante uma Casa das Bandeiras cheia de militantes.
O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC) disse hoje que o Governo quer ouvir cineastas no encontro “Nôs Filme, Nôs Voz”, visando recolher contributos e propostas essenciais para orientar novas estratégias de desenvolvimento do cinema cabo-verdiano.