A Comissão Política Regional de Santiago Norte defendeu hoje “uma maior ousadia” do Estado na região, através de investimentos diretos e iniciativas empresariais nos setores primários e no turismo, como forma de dinamizar a economia, criar empregos e promover a fixação das populações. Esta posição foi expressa por Carla Carvalho, no final de uma reunião destinada a analisar as orientações do partido para as próximas eleições legislativas.
O deputado Albertino Mota, disse hoje, no parlamento, que o Governo falhou com a ilha ao “não cumprir muitas das promessas” feitas desde 2016. Para o parlamentar do PAICV, “Santo Antão não precisa de mais anúncios”, mas sim de investimentos estruturantes que alavanquem o desenvolvimento regional. Por sua vez, o deputado do MpD Damião Medina, alegou que foi este Governo que colocou o aeroporto na agenda de desenvolvimento da ilha.
Quando o país é chamado a votar, o voto não pode ser um salto no escuro. Santiago Norte não pode votar no vazio. É tempo de exigir respostas, projetos, programas, metas, e sobretudo respeito. Respeito por uma região que sustenta parte significativa do país, que tem potencial e história, e que não merece carregar fardos desproporcionais sem retorno em políticas públicas efetivas. Santiago Norte não pede favor. Pede justiça. Justiça territorial. Justiça social. Justiça económica. E, acima de tudo, pede aquilo que qualquer democracia deve garantir: um Estado que não abandona os...
PAICV e UCID apontam críticas ao Governo, acusando-o de ter “feito pouco”, principalmente no que respeita à mobilização de água, considerando que “agricultura sem água é um grande problema”. Por sua vez, o MpD defende que o executivo de Ulisses Correia e Silva tem “resultados palpáveis”. Já o ministro Gilberto Silva reconheceu que o problema está na estatística, defendendo a necessidade de rever as estatísticas agrícolas do país.
A Macau Legend Development (MLD) disse que o Governo não tinha "qualquer fundamento legítimo" para reaver o hotel-casino, cuja construção a operadora de jogo deixou por concluir na capital, Praia.
O primeiro-ministro deu hoje no Parlamento a imagem de um país onde a economia está a crescer e que o Governo vai continuar a promover “políticas de emprego, de proteção e inclusão social” para reduzir “ainda mais, o desemprego e a pobreza” e “aumentar a qualidade de vida dos cabo-verdianos”. Uma imagem de país que se contradiz com aquele outro que parece não sentir no bolso uma economia em crescimento.
O discurso governamental sobre políticas fiscais em Cabo Verde é otimista, mas pouco profundo. As receitas fiscais cresceram, mas à custa de maior carga e formalização forçada. O número de empresas aumentou, mas em grande parte por efeito estatístico. A redução do IRPC pode fragilizar o orçamento e aumentar o endividamento. Os incentivos à diáspora são simbólicos e não respondem às necessidades reais. O país precisa de uma política fiscal que equilibre incentivo e disciplina, garantindo justiça entre contribuintes e sustentabilidade das contas públicas. A diáspora, motor...