Quando um partido deixa de ter identidade, quando deixa de ouvir a sua base, quando começa a eliminar em vez de integrar, não está a evoluir… está a morrer devagar, em silêncio, e com a aparência de normalidade. E o mais inquietante é que, muitas vezes, é feita com o consentimento de muitos. Isso sim, é eutanásia política.
Segundo a agência noticiosa iraniana Tasnim, delegações dos Estados Unidos da América e do Irão trocaram textos em busca de um “quadro comum” para as negociações, mas divergências persistiram. No entanto, alguns avanços terão sido feitos, nomeadamente, no que respeita aos ataques israelitas contra o Líbano, ao desbloqueio de ativos iranianos e ao próprio Estreito de Ormuz. Mas, a perspetiva otimista não impediu o abandono das duas delegações da capital paquistanesa, Islamabad, na madrugada deste domingo.
Em entrevista à TSF/Jornal de Notícias, além de manifestar preocupação com as restrições à imigração na Europa e no mundo, o presidente da República disse que as comunidades cabo-verdianas também são afetadas pelo discurso do ódio e, quanto aos vistos para os EUA, defendeu ser necessário continuar a criar pontes de diálogo. José Maria Neves reconheceu, ainda, que o país não tem tido sucesso na implementação de algumas políticas, nomeadamente nos transportes interilhas, defendeu a partilha do poder e o diálogo entre partidos políticos, disse que o presidente não é...
Como nos adverte John Maynard Keynes, a verdadeira dificuldade não reside na formulação de novas ideias. Ela reside sim, em libertarmo-nos das velhas. 50 anos de um Estado independente, não é tempo mais do que suficiente para reconhecermos que algumas das velhas ideias sobre a luta contra a pobreza em Cabo Verde precisam, urgentemente, de serem revistas. Custa-nos ser ousados, ou até utópicos em pensar e experimentar novas alternativas?
Negociações de cessar-fogo entre as delegações decorrem neste sábado em Islamabad, Paquistão, mediadas pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.
Assistimos a um importante debate em torno do recente caso na saúde, revelando uma profunda preocupação dos cabo-verdianos com a qualidade de respostas do setor. Do meu ponto de vista, mais do que as debilidades e condicionalismos existentes, o que está em causa é algo muito mais grave: a crescente perda de confiança da população nas estruturas de saúde. Em matéria de saúde, não bastam condições de tratamento, é fundamental que haja a confiança!
O problema é conhecido. As soluções existem. O que falta é ação concreta e imediata. Um serviço público essencial não pode continuar refém de práticas abusivas. Garantir acesso justo ao agendamento de vistos é mais do que uma questão administrativa — é uma questão de dignidade e respeito pelo cidadão cabo-verdiano.