Trump diz que vai atacar Cuba e ex-diretor da CIA acusa-o de “instabilidade mental”
Em Foco

Trump diz que vai atacar Cuba e ex-diretor da CIA acusa-o de “instabilidade mental”

Em coletiva de imprensa, o presidente dos EUA falou em derrubar o Governo cubano, que considerou “falido”. Havana diz que estuda movimentação militar. Entretanto, um ex-diretor da CIA defendeu a destituição de Donald Trump, considerando que ele é “megalómano” e “desequilibrado”

Em uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira, 13, o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, voltou a ameaçar Cuba, desta vez sugerindo a possibilidade de atacar o país logo após terminado o atual conflito contra o Irão.

“Poderíamos invadir Cuba depois que terminarmos isso [guerra contra o Irão]”, afirmou o inquilino da Casa Branca, alegando que tal medida “agradaria a muitos cubanos-norte-americanos, a maioria deles meus eleitores”.

Trump também disse que, para ele, Cuba “tem sido terrivelmente mal administrada por muito tempo, sob o regime dos Castro [Fidel e Raúl]”, e que tem “um sistema de governo terrível” e um “Estado falido”.

Em sua retórica, o presidente norte-americano não mencionou o embargo económico imposto pelos EUA ao país socialista, desde 1962, e que é fator preponderante no desenvolvimento da economia cubana desde então.

Cuba estuda movimentação da Casa Branca

Em entrevista à Agência Brasil, o diplomata cubano José Cabañas Rodríguez, ex-embaixador do país caribenho nos EUA (entre 2015 e 2020), destacou que a invasão da ilha é uma possibilidade para a qual o país se preparou.

“Os que precisam analisar a iminência ou não da invasão fazem o seu trabalho, se estuda constantemente o movimento das forças militares, sabemos que a guerra hoje pode ser liberada à distância”, disse Cabañas, atual diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (CIPI), em Havana.

O diplomata acrescentou que um ataque norte-americano “é uma possibilidade para a qual Cuba historicamente se preparou” sendo que “a chave para enfrentar tal situação é a unidade do povo”.

Dar a vida pela Revolução

Neste domingo, 12, em entrevista para o canal norte-americano NBC News, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que está disposto a defender o seu país até a morte, caso seja alvo de um ataque militar dos Estados Unidos.

Questionado sobre se teme ser sequestrado, como aconteceu com seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro passado, ou morto, como foi o líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, em fevereiro, o mandatário cubano disse que “o povo requer dos líderes a convicção de estarem dispostos a dar a vida pela Revolução”.

“Nós nos defenderemos e, se isso significar morrer, morreremos. Nosso hino nacional diz que ‘morrer pela pátria é viver’. Eu não tenho medo, estou preparado para dar a minha vida pela Revolução”, salientou Díaz-Canel.

“Megalómano” e “desequilibrado”

Entretanto, o ex-diretor da CIA, John Brennan, disse, no último sábado, 11, numa entrevista ao canal de notícias MS NOW, que Donald Trump "está claramente fora de si" e apelou à destituição do presidente norte-americano ao abrigo da 25.ª emenda da Constituição dos EUA.

O responsável dos serviços de informação entre 2013 e 2017, durante a presidência de Barack Obama, invocou as ameaças de Trump de destruir a civilização iraniana para concluir que o presidente está "claramente desequilibrado".

John Brennan disse, ainda, que Teerão está longe de ter uma arma nuclear e de constituir uma ameaça para os Estados Unidos da América.

Partilhe esta notícia

SOBRE O AUTOR

Redação

    Comentários

    • Este artigo ainda não tem comentário. Seja o primeiro a comentar!

    Comentar

    Os comentários publicados são da inteira responsabilidade do utilizador que os escreve. Para garantir um espaço saudável e transparente, é necessário estar identificado.
    O Santiago Magazine é de todos, mas cada um deve assumir a responsabilidade pelo que partilha. Dê a sua opinião, mas dê também a cara.
    Inicie sessão ou registe-se para comentar.