
Em declarações à emissora CNN, o porta-voz do Comando Central das Forças Armadas norte-americanas informou que a aeronave estava em uma missão de combate sobre o Irão quando foi obrigada a pousar na região. O F-35 é o modelo mais moderno do arsenal dos Estados Unidos. Por sua vez, a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou a responsabilidade do ataque.
Um caça F-35 dos Estados Unidos da América (EUA) foi forçado a fazer um pouso de emergência em uma base aérea indefinida no Oriente Médio após ser atingido, pela primeira vez, pelas forças iranianas, de acordo com os relatos da emissora CNN nesta quinta-feira, 19. De acordo com o Comando Central das Forças Armadas norte-americanas (CENTCOM), o incidente está “sob investigação”.
À rede norte-americana, o porta-voz do CENTCOM, Tim Hawkins, informou que a aeronave estava em uma missão de combate sobre o Irão quando foi obrigada a pousar na região.
Trata-se da primeira vez que Teerão atinge uma aeronave norte-americana desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. O caça que foi atingido é da quinta geração, sendo o mais moderno do arsenal dos Estados Unidos. Anteriormente, Washington só tinha perdido em combate três caças F-15E.
O Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) reivindicou a responsabilidade do ataque, confirmando ter abatido o modelo F-35 dos EUA na região central da nação persa. Informou, ainda, que o destino específico da aeronave é desconhecido.
Ataque a instalações petrolíferas não está concluído
De acordo com a Sede Central do Khatam al-Anbiya do Irão (Quartel-general da Guarda Revolucionária), as operações militares retaliatórias do Irão continuam em vigor, tendo mesmo emitido um alerta aos inimigos sobre os recentes ataques à infraestrutura energética do país persa.
“Alertamos o inimigo de que vocês cometeram um grave erro ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica do Irão, e a resposta a isso está em andamento e ainda não está concluída”, pode ler-se no alerta, referindo-se à retaliação do IRGC contra instalações petrolíferas ligadas aos EUA na região do Golfo.
A represália surgiu como consequência do ataque de Israel ao campo de gás South Pars do Irã – que compartilha com o Catar. A ofensiva israelita desencadeou ataques retaliatórios por parte do Irão contra o complexo de gás Ras Laffan, no Catar, e outros vizinhos do Golfo.
A guarda iraniana negou a intenção de escalar o conflito para instalações petrolíferas, mas destacou ter entrado em uma “nova fase de guerra” após a agressão inimiga contra as suas infraestruturas energéticas. “A necessidade de defender a infraestrutura do Irão obrigou o IRGC a mirar em instalações de energia ligadas aos Estados Unidos e aos atores norte-americanos”.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, emitiu um alerta dizendo que a nação demonstraria “zero restrições” se sua infraestrutura energética fosse novamente visada.
C/Opera Mundi
Foto: X/U.S. Central Command
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