Ataques israelitas matam mais de cem profissionais de saúde no Líbano
Outros Mundos

Ataques israelitas matam mais de cem profissionais de saúde no Líbano

O Ministério da Saúde Pública libanês classifica a ofensiva como violação do direito internacional e das normas humanitárias por parte de Israel.

Pelo menos 108 profissionais de saúde foram mortos e 249 ficaram feridos no Líbano desde o início da invasão militar israelense em 2 de março. O Ministério da Saúde Pública libanês informou no domingo (10/05) que, nas últimas 24 horas, os ataques israelenses resultaram na morte de 69 pessoas, elevando o número total de mortos para 2.864 e o número de feridos para 8.693 em dois meses de ofensiva sionista.

O Centro de Operações de Emergência em Saúde relatou ataques diretos contra duas instalações da Autoridade de Saúde em Qalawiya e Tibnin, no distrito de Bint Jbeil. O ministério descreveu essas ações como crimes contra paramédicos e violações do direito internacional e das normas humanitárias por parte do exército israelense.

As forças israelenses continuam sua campanha diária de bombardeios, apesar do cessar-fogo que começou em 16 de abril. Desde o início dessa trégua mediada pelos EUA, 552 pessoas foram mortas.

Durante esta semana, Israel bombardeou os subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahye, pela primeira vez em três semanas, e continuou a demolição de milhares de casas nas áreas ocupadas do sul.

As Nações Unidas relatam que profissionais de saúde foram alvo de mais de 130 ataques israelenses. Ali Safiuddin, chefe da Defesa Civil Libanesa em Tiro, disse à Al Jazeera que os socorristas enfrentam ameaças de morte constantes todos os dias enquanto realizam seus trabalhos de socorro.

A ofensiva israelense deslocou mais de 1,2 milhão de libaneses desde 2 de março. Neste domingo, equipes da Cruz Vermelha Libanesa recuperaram os corpos de uma família síria em Nabatieh, após nove dias de espera pela autorização do exército invasor para entrar em uma área atacada por Israel.

O Dr. Tahir Mohammed, cirurgião de guerra com experiência em Gaza e no Líbano, afirmou ter observado uma política consistente de ataques contra profissionais de saúde, incluindo enfermeiros e estudantes de medicina.

O grupo Hezbollah continua os ataques contra as tropas israelenses no sul em resposta ao rompimento definitivo do cessar-fogo, enquanto delegações de ambos os países se preparam para uma terceira rodada de negociações em Washington na próxima semana.

C/Opera Mundi

Foto: Unicef’2025/Fouad-Choufany/Lebanon

Partilhe esta notícia

SOBRE O AUTOR

Redação

    Comentários

    • Este artigo ainda não tem comentário. Seja o primeiro a comentar!

    Comentar

    Os comentários publicados são da inteira responsabilidade do utilizador que os escreve. Para garantir um espaço saudável e transparente, é necessário estar identificado.
    O Santiago Magazine é de todos, mas cada um deve assumir a responsabilidade pelo que partilha. Dê a sua opinião, mas dê também a cara.
    Inicie sessão ou registe-se para comentar.