O presidente dos Estados Unidos da América usou o palco do Fórum Económico Mundial, na Suíça, para atacar a ONU, cobrar fidelidade a aliados e glorificar poder dos EUA. Donald Trump, numa das partes mais polémicas da sua intervenção, disse que, após o sequestro de Nicolás Maduro, a Casa Branca mantém “ótimas relações” com os novos líderes do país.
Aliado de Nicolás Maduro, o até a última sexta-feira ministro da Indústria e Produção Nacional, foi afastado por decisão da presidente interina, Delcy Rodriguez, alegando que Saab irá assumir novas responsabilidades.
Conforme havia sido anunciado até à exaustão, María Corina Machado, a chamada “líder da oposição venezuelana”, foi ontem à Casa Branca entregar o prémio a Donald Trump, uma ação de propaganda que apenas teve o mérito de colocar os dois a ridículo, já que "uma vez anunciado, o Prémio Nobel da Paz não pode ser revogado, transferido ou partilhado com terceiros", afirmou o Instituto Nobel da Noruega num breve comunicado divulgado em 10 de janeiro.
Os democratas de pechisbeque que, agora, bajulam Trump, são os mesmo que, até novembro do passado ano, idolatravam o ditador guineense Umaro Sissoco Embaló, que com eles sempre foi muito generoso e até lhes financiava as campanhas eleitorais com dinheiro sujo. E a grande polémica nacional em torno do faraónico monumento à liberdade e democracia, não é uma questão estética nem orçamental, embora 150 milhões de escudos num país cheio de carências e onde o Governo está em falta, por exemplo, com as promessas feitas a Santiago Norte por razão das recentes intempéries, possa ser...
Em entrevista ao New York Times, o presidente dos EUA afirmou, ainda, que apenas a sua “própria moralidade” poderá limitar o alcance do seu poder global. Por outro lado, em entrevista ao canal de televisão Fox News, Donald Trump afirmou que gostaria de ver Corina Machado a dar-lhe o Nobel da Paz, como ela própria já prometeu.
Segundo a União Cabo-Verdiana Independente e Democrática, o comunicado do Governo de Ulisses Correia e Silva, a propósito da situação na Venezuela, reflete um alinhamento ideológico explícito com narrativas e interesses externos à tradição diplomática cabo-verdiana. “Trata-se de uma leitura política alinhada com determinados centros de poder internacionais, e não de uma avaliação jurídica ou consensual multilateral”, sustentam os democratas-cristãos.
Cinco senadores republicanos fizeram uma repreensão a Donald Trump, que surpreendeu até a oposição democrata, votando a favor de uma resolução que limitaria futuras intervenções militares norte-americanas na Venezuela sem aprovação do Congresso. É um primeiro passo de um longo caminho para conter os ímpetos belicistas do inquilino da Casa Branca.