Nesta segunda-feira, 06, o presidente da República de Cabo Verde foi distinguido em Lisboa com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusófona, num ato público que contou com a presença do presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa. José Maria Neves dissertou sobre o percurso de Cabo Verde, as fragilidades da democracia, o ascenso da extrema-direita e do discurso do ódio, e, à margem da cerimónia endereçou “recado” à governação.
O caso da norma pandialetal ficará na história não como um avanço, mas como um símbolo de como se pode trair uma causa justa com má gestão, arrogância e oportunismo de agentes mal preparados que assumem o poder politico e dão cabo da vida das pessoas e do país. Em vez de fortalecer a nossa língua e a nossa escola, esta governação preferiu manipular processos, afastar críticos e impor soluções artificiais. O resultado não foi a didatização da língua cabo-verdiana, mas a didatização da incompetência política. Cabo Verde merecia mais — e os 50 anos da independência...
Em matéria linguística podemos ser parceiros soberanos, nunca súbditos de qualquer cagança científica estrangeira, sobretudo se ela nos cheira ao retorno duma trapaça já desmascarada, venha duma argêntea montada em milhões ou do zé da esquina onde bebo os copos. Por isso voltamos a dizer: não aceitaremos a mediocridade e a ignorância de compêndio, inda venha embrulhada em capas doutorais. Ao vir intimar os bravos cabo-verdianos (é certo que os há também pusilânimes e traidores) com diktats supremacistas, a madre do projeto ORIZON deu um tiraço de canhão nos dois pés e,...
O antigo primeiro-ministro, Carlos Veiga, defendeu hoje a necessidade de se rever a Constituição, que completa 33 anos, tornando-a mais flexível para evitar bloqueios institucionais causados pela falta de consensos políticos.
No seu discurso de abertura da 6.ª Conferência Bienal da African Studies Association of Africa (ASAA2025), realizada no Centro de Convenções da Universidade de Cabo Verde, José Maria Neves reafirmou o compromisso de Cabo Verde com a educação, a ciência, a igualdade de oportunidades e a construção de pontes entre África e o mundo, e que “a diversidade cultural e identitária africana deve ser encarada como uma força e não como uma fragilidade”.
O particípio passado colocado pelo asninho que obrou o comunicado é que lixou o intrépido Amadeu. Este cidadão, que também é poeta, rotundamente poeta, e para sempre poeta, aprendeu a utilizá-lo muitíssimo bem desde a antiga quarta classe, muito do gosto de certo santantonense. O que devia chamá-lo, e com toda a propriedade, era radical. Isso, sim, assentava ao poeta verdadeiramente bem. Que é a poesia senão radicalidade de linguagem subtraída ao uso funcionário normativo-pragmático? Que é um poeta senão um radical ético, um visionário construtor de mundos reais, para além...
O Governo de Cabo Verde e a organização do Congresso Internacional de Quadros do país esperam reunir 500 participantes da diáspora e do arquipélago num encontro agendado para outubro, na capital, Praia, anunciaram esta quarta-feira, 17.