Uma democracia que ignora a virtude moral dos agentes do governo e o escrutínio público empobrece, mesmo que todas as leis sejam normas corretas. Em Cabo Verde, garantir justiça não é apenas cumprir a lei; é praticar a virtude moral na aplicação da lei. Por outras palavras, é proteger e promover a dignidade humana, é dar voz à diáspora e à sociedade civil, e é exercer coragem cívica em momentos decisivos e em resolver conflitos.
O ex-presidente reiterou não ter intenções de ser candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. “Não está na minha cabeça e nos meus horizontes voltar a ser candidato”, disse Jorge Carlos Fonseca que, no entanto, não descartou a possibilidade de regressar à vida política: “na política não é prudente dizermos nunca mais”.
Dez anos depois, o resultado é claro: dependência, estagnação e retrocesso. Cabo Verde não precisa de avales eternos, mas de liderança e coragem para fazer o país descolar. Francisco Carvalho não promete milagres; apresenta provas. Não governa com slogans, mas com responsabilidade. Ele é a rutura necessária, a resposta ao esgotamento e o antídoto ao abuso de poder.
Vossa Excelência é, por mandato constitucional, o garante supremo da Constituição, dos direitos fundamentais e do regular funcionamento das instituições democráticas. A invocação reiterada, por parte do Governo ou da própria Presidência, de uma alegada impossibilidade de intervenção, sob o argumento do respeito pela separação de poderes, não pode servir de escudo à inação quando estão em causa violações graves e continuadas da legalidade constitucional. Nestas circunstâncias, a omissão deixa de ser neutral e transforma-se, ela própria, numa forma de responsabilidade...
Sensivelmente um ano depois, o mesmo Ministério Público – e também em vésperas de eleições - decidiu promover nova acção de busca e apreensão. Somos levados a crer que a Procuradoria Geral da República é feita de coincidências e é o próprio PGR que o admite. À propaganda e ao mundo paralelo que foi construindo para consumo das hostes, ao partido do Governo haveria que tentar resolver as eleições por via judicial. Desde logo, visando afastar o seu principal adversário da disputa e, perante o fracasso da operação de politização da Justiça, mesmo assim, esta haveria que...
"Repensar os transportes aéreos em Cabo Verde exige mais do que novos contratos ou novas companhias. Exige uma mudança de paradigma mental e ético. Exige reconhecer que a credibilidade de um Estado se mede pela forma como trata os seus cidadãos nos momentos de falha. Exige substituir a cultura da promessa pela cultura da responsabilidade verificável. Enquanto essa mudança não acontecer, o país permanecerá num estado de suspensão: nem totalmente imobilizado, nem verdadeiramente em movimento. Um voo que nunca aterra na confiança nem descola para a maturidade institucional."
Segundo o presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática, o chefe do Governo e a sua equipa estão a prometer nestes últimos seis meses o que não conseguiram fazer durante mais de quatro anos de mandato. Para João Santos Luís, as propostas avançadas pelo primeiro-ministro para 2026 são “enganosas” e “propaganda eleitoralista”, feita em todas as ilhas “à custa do erário público”.