A startup cabo-verdiana African Coders sagrou-se vencedora da 10.ª edição do Unitel Go Challenge, um dos principais programas de incentivo ao empreendedorismo digital nos PALOP, realizado na última sexta-feira, em Luanda, Angola.
Programa de Oportunidades Socioeconómicas Rurais permite responder de forma estrutural à escassez de água em Cabo Verde. Mais de 21 mil pessoas já beneficiaram diretamente da iniciativa, superando as metas iniciais em 37%; jovens, mulheres e trabalhadores rurais estão entre os principais beneficiários, com impactos na formação e na atividade profissional. A apreciação é do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola.
O silêncio político da juventude cabo-verdiana não é um fim. É um sinal. Um sinal de alerta e, simultaneamente, uma oportunidade. Se for compreendido e enfrentado com seriedade, pode tornar-se o ponto de partida para uma democracia mais inclusiva, vibrante e à altura das novas gerações. Ignorá-lo, pelo contrário, seria aceitar uma democracia que fala cada vez menos com quem mais tempo tem para a viver.
O primeiro-ministro deu hoje no Parlamento a imagem de um país onde a economia está a crescer e que o Governo vai continuar a promover “políticas de emprego, de proteção e inclusão social” para reduzir “ainda mais, o desemprego e a pobreza” e “aumentar a qualidade de vida dos cabo-verdianos”. Uma imagem de país que se contradiz com aquele outro que parece não sentir no bolso uma economia em crescimento.
O discurso governamental sobre políticas fiscais em Cabo Verde é otimista, mas pouco profundo. As receitas fiscais cresceram, mas à custa de maior carga e formalização forçada. O número de empresas aumentou, mas em grande parte por efeito estatístico. A redução do IRPC pode fragilizar o orçamento e aumentar o endividamento. Os incentivos à diáspora são simbólicos e não respondem às necessidades reais. O país precisa de uma política fiscal que equilibre incentivo e disciplina, garantindo justiça entre contribuintes e sustentabilidade das contas públicas. A diáspora, motor...
Ulisses Correia e Silva reconheceu ontem que a situação dos jovens é complexa e exortou-os a buscarem oportunidades e serem resilientes, mas não especificando quais oportunidades. O primeiro-ministro falava à margem de um encontro realizado com jovens beneficiários do projeto “Ami ê di Paz y Bô?”, e disse haver “muita informação manipulada” para “criar um clima de depressão”.
Jorge Lopes, o criador da marca, apresentou o projeto nos Paços do Concelho de Assomada. A “Nubai” incorpora matérias-primas nacionais, com destaque para a camoca e o grogue, primando pela qualidade dos seus produtos e, sobretudo, pela aposta num projeto inovador que alia tradição, identidade cultural e inovação.