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Uma abordagem crítica do romance A ÚLTIMA LUA DE HOMEM GRANDE, de Mário Lúcio Sousa - Parte III

Lendo o romance A Última Lua de Homem Grande a par do livro Amílcar Cabral (1924-1973)- Vida e Morte de um Revolucionário Africano e do livro O Fazedor de Utopias-Uma Biografia de Amílcar Cabral, nas suas partes respeitantes à infância e à adolescência de Amílcar Cabral, fica-se com a impressão que estamos face a um menino super-dotado, a um menino-prodígio, tão agarrado aos estudos que diverge completamente da imagem que normalmente se tem dos retardados escolares, isto é, daqueles que ingressam na escola perfazendo idades muito superiores às dos demais condiscípulos e colegas...

Uma abordagem crítica do romance A ÚLTIMA LUA DE HOMEM GRANDE, de Mário Lúcio Sousa - Parte I

A esses eventos relevantes ocorridos ainda em vida de Cabral e que tornaram plenamente legítima a utilização pelos seus companheiros e por ele próprio do agnome Homem Grande (do crioulo Homi Grandi, na escrita tradicional, dita etimológica, de Mário Lúcio Sousa) para se caracterizar e se fazer afirmar, acrescem outros eventos ocorridos já depois da morte de Amílcar Cabral, que, aliás, curiosamente continua a comparecer regularmente no romance, quer em razão das s saudades que deixa junto dos camaradas, compatriotas, patrícios e entes queridos, quer mediante as suas numerosas...

A história de vida de um repatriado

Cuidar dos repatriados que, por o serem, não deixaram de ser cabo-verdianos, é próprio de um país humanista como o nosso e vai ao encontro da índole hospitaleira do nosso povo. Além disso, os repatriados não têm de ser um peso para a nossa sociedade… lembremo-nos, por exemplo, que muitos falam a língua do país onde viveram, e falar uma língua estrangeira é sempre uma mais-valia num país, como o nosso, onde a indústria do turismo está em acelerada ascensão. Assim sejam criadas condições que não lancem os repatriados na marginalidade social.

CNAD, pó de ser o epicentro da contra-revolução

...o fatal e lamentável declínio do CNA terá sido apenas a face de um perecimento mais alargado, que se repercutiu no enfraquecimento da Voz do povo cabo-verdiano, menorizando a sua sapiência cultural e desvalorizando socialmente a mestria das suas criações. Infelizmente, o alento, experienciado no inaugural tempo do pós-independência, não terá passado de uma sensação fugaz, um breve lapso entre dois momentos antagónicos. De um lado, a fragilidade da resistência colectiva, que reivindicava o direito a ser dono de si e do próprio chão, do outro, a pujança da...

Santiago, uma ilha em coma profundo

Como entender que Santiago, a maior ilha do país, onde está sedeada a capital, não ter nem melhor porto nem melhor aeroporto do país. Em que país do mundo é que as piores infraestruturas ficam na capital? Ou que as melhores estão fora da capital? A propósito do porto, há dias ouvi da boca de um alto responsável da Enapor que a ilha do Maio vai ter brevemente uma gare marítima de 3ª geração. Fiquei orgulhoso e aplaudi, mas interroguei: e Santiago que a sua gare ainda está longe da 1ª geração? Não vou falar da ausência de um Instituto para a formação em ciências...

Música: Mário Lúcio lança vídeo-single “Migrants” nas plataformas digitais

O cantor cabo-verdiano Mário Lúcio vai disponibilizar esta quarta-feira, 14, nas plataformas digitais, o vídeo-single “Migrants” que dá nome ao seu novo disco cujo lançamento está previsto para 25 de Novembro.

Maria de Barros, a ativista crioula na Holanda 

Já conhecida entre nós pelo seu dinamismo junto da diáspora Cabo-verdiana na Holanda, Maria de Barros, hoje, é respeitada na comunidade Cabo Verdiana e Africana, como figura de destaque na promoção e na luta pela manutenção dos direitos dos  emigrantes, sua participação e integração na vida social e politica de Cabo Verde e divulgação da cultura africana na holanda.