Contrariando a posição da Comissão Nacional de Eleições, o Chefe da Missão de Observação da União Africana nas eleições da Guiné-Bissau, diz ser possível divulgar os resultados do escrutínio de 23 de novembro naquele país. O também ex-presidente de Moçambique diz, ainda, que “as eleições correram bem e existe vencedor”, avançando que “existem resultados e esses resultados devem ser publicados”.
Os ministros com as pastas do Trabalho e Assuntos Sociais da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) reúnem-se hoje, na cidade da Praia, com a migração laboral e o trabalho digno no centro da agenda.
O presidente da República de Cabo Verde distanciou-se da comissão da CEDEAO que está hoje em Bissau para tomar contacto com a situação aberta pelo golpe de Estado de 26 de novembro. Em declarações à primeira edição de hoje do Primeiro Jornal da RCV, José Maria Neves não foi muito claro nas suas razões. Mas, fonte diplomática alega razões de segurança e incomodidade porque ao contrário dos seus pares da CEDEAO – que são ou foram cúmplices da situação na Guiné-Bissau - o presidente cabo-verdiano “não participou na sujeira”.
Refugiado em Dakar e isolado a nível internacional, o responsável pela encenação de um golpe na Guiné-Bissau corre o risco de ser expulso do Senegal, após o primeiro-ministro deste país ter classificado o levantamento militar como “complô” para impedir o anúncio do resultado das eleições de 23 de novembro. O desagrado pela presença de Sissoco em Dakar não se limita ao chefe do Governo. Na manhã deste sábado, manifestantes saem à rua para exigir a saída imediata do “ditador”. E já há movimentações no parlamento para que o ex-presidente guineense se vá encostar em...
Umaro Sissoco Embaló saiu ontem de Bissau rumo a Dakar, em avião fretado pelas autoridades senegalesas. Em círculos políticos da capital guineense e nos corredores da CEDEAO, comenta-se que ao ex-presidente não restava outra alternativa para fugir às consequências de ter sido o mandante do golpe militar. Após o comunicado saído da Conferência de Chefes de Estado e de Governo, não restava a Sissoco outra saída. A encenação não se aguentou mais de 24 horas.
O presidente da Republica é um dos integrantes da comissão da CEDEAO criada para mediar o conflito na Guiné-Bissau, decorrente do golpe de Estado da última quarta-feira. Na Conferência de Chefes de Estado e de Governo, realizada ontem e na qual José Maria Neves participou, a CEDEAO condenou por unanimidade o golpe e a rutura da ordem constitucional e democrática em Bissau.
José Maria Neves participa hoje, por videoconferência, na Cimeira Extraordinária e de Emergência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que visa concertar o posicionamento regional face ao recente golpe de Estado militar na Guiné-Bissau e à interrupção da ordem constitucional.