O caso Rosana Almeida é, no fundo, um espelho do momento que Cabo Verde vive: uma democracia orgulhosa de sua estabilidade, mas que ainda se debate com a tolerância à crítica, sobretudo quando esta toca no coração do poder político. Ela pode errar na dose, pode insistir mais do que convém - mas se há algo que não se pode negar é que Rosana Almeida não se cala. E, num tempo em que o silêncio é tantas vezes cúmplice, a sua voz pode ser tudo aquilo de que a democracia cabo-verdiana mais precisa.
A Associação dos Jornalistas de Cabo Verde, AJOC, considera como “seletiva e desproporcionada” a acção da Procuradoria-Geral da República em relação aos jornalistas Herminio Silves e Daniel Almeida e promete fazer chegar estas informações a todas as instituições internacionais com as quais mantém relações “para que se saiba que o jornalismo em Cabo Verde vive em estado de calamidade”.
O Presidente da República defendeu hoje a necessidade de clarificar o código do processo penal quanto ao segredo de justiça, para evitar conflitos com jornalistas, e apelou ao reforço da literacia mediática.
A Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC) negou que a rádio pública tenha discriminado ou violado princípios de isenção e pluralismo, em resposta a uma queixa do MpD.
O PAICV considerou hoje "inaceitável e condenável" a atitude do MpD, que apresentou uma queixa contra o jornalista da rádio pública, Carlos Santos, acusando o partido de tentativa de censura.
O jornalista Carlos Santos, da Rádio de Cabo Verde (RCV), apresentou hoje uma queixa contra o secretário-geral do MpD por tentativa de censura e cerceamento da liberdade de imprensa, após ser acusado pelo partido.
O conselho de redação da Rádio de Cabo Verde (RCV) criticou a queixa do MpD contra o jornalista Carlos Santos, manifestando surpresa e considerando-a uma tentativa de condicionamento, com apreciações subjetivas.