Benjamin Netanyahu: Irão promete executar “assassino de crianças”
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Benjamin Netanyahu: Irão promete executar “assassino de crianças”

As forças armadas iranianas prometem executar o primeiro-ministro israelita como retaliação pela morte de mais de 175 pessoas numa escola de Teerão, entre elas 168 meninas, no primeiro dia de ataque ao Irão, ocorrido a 28 de fevereiro. Após o anúncio, Israel disse ter lançado uma “vasta onda” de bombardeamentos contra o oeste do país, sem, contudo, entrar em detalhes sobre os objetivos e os locais atingidos.

Israel anunciou neste domingo, 15, ter lançado uma nova e intensa rodada de bombardeios contra as infraestruturas do regime iraniano. Horas antes, a Guarda Revolucionária prometeu rastrear e executar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que já não aparece publicamente há vários dias.

Neste décimo-sexto dia de guerra no Médio Oriente, os ataques não têm tréguas. Israel anunciou no início desta manhã que suas forças armadas realizam uma “vasta onda” de ataques contra o oeste do Irão, sem, contudo, entrar em detalhes sobre os objetivos e os locais atingidos.

Logo a seguir, a imprensa israelita divulgou que o governo do país aprovou um pacote de 2,6 bilhões de shekels (827 milhões de dólares) para compras militares “emergenciais” – o que pode ser um sinal de que a guerra se irá prolongar. Ontem, o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que o conflito estava entrando em uma “fase decisiva”.

Neste domingo, o governo israelita avançou que o Domo de Ferro (o sistema de defesa de Israel) intercetou mísseis iranianos em diversos pontos do território. Os destroços dos projéteis deixaram ao menos dois feridos. E o Irão anunciou ter visado “centros de segurança e quartéis‑generais da polícia do regime sionista”.

Além disso, a Guarda Revolucionária do Irão prometeu neste domingo rastrear e matar o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que classificou de “criminoso” e “assassino de crianças”, numa alusão à morte de mais de 175 pessoas numa escola de Teerão, entre elas 168 meninas, no primeiro dia de ataque ao Irão, ocorrido a 28 de fevereiro. Teerão também anunciou que prendeu 20 pessoas no noroeste do país por suspeita de colaboração com Israel.

As forças do regime islâmico dão sequência neste domingo a ataques contra infraestruturas norte-americanas em outros países vizinhos do Golfo. Explosões foram registadas nesta manhã em Manama, capital do Barém. Já a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos indicaram mais cedo ter destruído drones provenientes do Irão.

Acordo com o Irão é uma falácia de Trump

Na noite de sábado, 14, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar novamente a ilha de Kharg, que abriga o maior terminal de exportação de petróleo bruto do Irão, após no dia anterior as forças armadas norte-americanas terem, alegadamente, bombardeado o local. No entanto, Teerão afirmou que nenhuma estrutura petrolífera fora danificada.

Em uma entrevista divulgada neste domingo pelo canal norte-americano NBC, Trump declarou que o regime iraniano “parece” estar pronto para concluir um acordo sobre o fim da guerra. No entanto, o inquilino da Casa Branca descartou a possibilidade de assumir um compromisso com o inimigo.

“O Irão quer fechar um acordo, e eu não quero porque os termos do acordo ainda não são bons o suficiente”, declarou Trump. Para o presidente norte-americano, as condições precisam ser “muito sólidas” para avançar e convencer Teerão a abandonar suas ambições nucleares.

Uma declaração que é vista pelo essencial dos observadores internacionais como uma falácia, por duas razões: foi Trump que rasgou o acordo entre os EUA e o Irão, subscrito ainda no tempo de Barack Obama (que o regime de Teerão cumpriu escrupulosamente); o governo iraniano já anunciou nada haver para negociar, após Donald Trump ter atacado o Irão por duas vezes, quando estavam a decorrer negociações.

C/Opera Mundi
Foto: DR

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