Falta anestesia no Hospital Universitário Agostinho Neto. É um facto. O ministro confirmou-o. O resto é ruído político, tentativa de controlo de danos e, sobretudo, uma enorme falta de respeito por quem está numa cama hospitalar à espera que o Estado cumpra o mínimo: garantir condições básicas para tratar os seus cidadãos. Num país sério, um ministro não atacaria o mensageiro. Assumiria a falha, pediria desculpa aos doentes, explicaria o plano de contingência e os prazos de reposição. Aqui, preferiu-se anestesiar a verdade. Mas a dor, essa, continua bem acordada.
A Constituição da República não impede, em momento algum, o Parlamento de examinar casos decididos pelos tribunais, caso assim deseje. Contudo, é vedado, tanto ao Parlamento quanto a qualquer outro órgão estatal, descumprir, reverter ou anular decisões judiciais, o que não se aplica à presente Resolução do Parlamento. A invocação pelo Ministério Público de violação dos princípios da separação de poderes e independência dos tribunais é, no mínimo, falaciosa.
A jornalista Margarida Moreira está a ser vítima de pressões ilegítimas do Conselho de Administração (CA) da Rádio Televisão de Cabo Verde, que pretende obriga-la a aceitar o cargo de diretora da TCV. A denúncia é do presidente da AJOC, Geremias Furtado, que acusa o CA de “violação grosseira da Lei da Comunicação Social e da Lei da Televisão”.
Garantir as liberdades constitucionais, não é um favor, nem um gesto simbólico. É compromisso com o povo. É a linha que separa uma democracia viva de uma encenação institucional. É o que impede a proliferação de “vítimas do sistema”, punidos por coragem, silenciados por burocracias, esquecidos por omissão. Cada vez que uma autoridade falha em proteger quem denuncia, cada vez que se expõe dados pessoais para intimidar e humilhar, cada vez que suspende quem busca transparência, o Estado morre um pouquinho, perde legitimidade e o povo ganha desconfiança. Porque liberdade sem...
Uma juíza federal norte-americana autorizou, na sexta-feira, 20, a Universidade de Harvard a continuar a inscrever alunos internacionais, contrariando determinações do executivo de Donald Trump.
O frei António Fidalgo, antigo director do jornal Terra Nova, tido como um “lutador pela democracia no País”, diz que, para Cabo Verde, a pergunta se valeu a pena a independência “não se põe”.
Trabalhadores da empresa espanhola de processamento de pescado Atunlo, na ilha de São Vicente, pediram hoje "socorro" ao Governo, exigindo respostas sobre o futuro da fábrica.