No rescaldo da “Presidência na Diáspora” em França, José Maria Neves destacou o nível de empoderamento e vontade de participação dos emigrantes cabo-verdianos e a sua convicção de que a nossa diáspora “está mais forte, mais integrada e mais preparada” para contribuir para o desenvolvimento de Cabo Verde.
Criticar, atacar ou tentar travar determinados protagonistas pode produzir exatamente o efeito contrário ao pretendido. Esta análise não é uma defesa nem um ataque. É uma leitura fria do momento político. A justiça seguirá o seu curso. A política seguirá o seu. E o eleitorado, esse, continuará a decidir muito mais com base na emoção, na narrativa e na perceção do que nos autos processuais. É esse, gostemos ou não, o tempo político em que vivemos.
A reação da CEDEAO ao (aparentemente) frustrado golpe de Estado de domingo no Benin, ao anunciar o envio de tropas para aquele país, evidencia que para a organização há golpes e golpes, que uns são mais censuráveis que outros e que, comparativamente à Guiné-Bissau, fica clara a dualidade de critérios. Por sua vez, José Maria Neves, ao mesmo tempo que se manifesta contra o golpe no Benin, estabelece um paralelo com a intentona de Bissau, onde a posição da organização sub-regional tem sido de sentido diferente.
Ao condenar o golpe de domingo no Benin, a Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental revela, contudo, a sua verdadeira intenção: apoiar Patrice Talon, não propriamente por ser vítima da intentona, mas para o resguardar das acusações que impendem sobre si, ao promover um verdadeiro golpe institucional, através das recentes alterações ao Código Eleitoral, tendo por objetivo perpetuar-se no poder.
A confirmar-se, é o regresso ao plano inicial do golpe. Líderes da CEDEAO conspiram com Emmanuel Macron, congeminando uma solução de recurso que devolva o poder ao ex-presidente Umaro Sissoco Embaló, anulando as eleições de 23 e novembro e realizando novo sufrágio dentro de um ano e meio. Entretanto, estudantes guineenses residentes em Marrocos exigem que Sissoco e os seus colaboradores “sejam investigados, responsabilizados e sancionados pelas instâncias internacionais competentes”.
Dez países, entre os quais Portugal e França, vão reconhecer o Estado palestiniano na segunda-feira, numa conferência em Nova Iorque, à margem da Assembleia-Geral da ONU. Mas Portugal antecipa-se ao grupo de países do qual faz parte e declara oficialmente o reconhecimento no domingo. Além de Portugal, os outros países que vão reconhecer o Estado da Palestina são Andorra, Austrália, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Malta, Reino Unido e São Marino.
Cerca de 300 pessoas foram hoje detidas em diferentes pontos de França, num dia marcado por mobilizações de protesto antigovernamentais, indicou o Governo francês.