O discurso governamental sobre políticas fiscais em Cabo Verde é otimista, mas pouco profundo. As receitas fiscais cresceram, mas à custa de maior carga e formalização forçada. O número de empresas aumentou, mas em grande parte por efeito estatístico. A redução do IRPC pode fragilizar o orçamento e aumentar o endividamento. Os incentivos à diáspora são simbólicos e não respondem às necessidades reais. O país precisa de uma política fiscal que equilibre incentivo e disciplina, garantindo justiça entre contribuintes e sustentabilidade das contas públicas. A diáspora, motor...
Os democratas de pechisbeque que, agora, bajulam Trump, são os mesmo que, até novembro do passado ano, idolatravam o ditador guineense Umaro Sissoco Embaló, que com eles sempre foi muito generoso e até lhes financiava as campanhas eleitorais com dinheiro sujo. E a grande polémica nacional em torno do faraónico monumento à liberdade e democracia, não é uma questão estética nem orçamental, embora 150 milhões de escudos num país cheio de carências e onde o Governo está em falta, por exemplo, com as promessas feitas a Santiago Norte por razão das recentes intempéries, possa ser...
Não há liberdade, quando a mobilidade, pilar de qualquer Estado arquipelágico, foi transformada num luxo inacessível. O transporte inter-ilhas é caro, irregular e imprevisível. Para muitos cabo-verdianos, visitar um familiar noutra ilha ou conhecer o próprio país é um privilégio inalcançável ao longo de toda uma vida. Não há liberdade, enquanto o povo aperta o cinto, o desgoverno esbanja. Milhões de dólares são gastos em show off internacional, feiras no Dubai, Ocean Race, fragatas, estátuas de 150.000 contos, escadarias de milhões na Lajinha e na Baía. Obras de vaidade,...
O ministro da Indústria, Comércio e Energia visitou hoje, na Boa Vista, obras de modernização da rede eléctrica, investimento de 1,1 milhões de euros que concluiu a primeira fase de adaptação da ilha ao sistema de gestão nacional.
Na primeira sessão plenária de janeiro da Assembleia Nacional a União Cabo-verdiana Independente e Democrática confronta o Governo de Ulisses Correia e Silva sobre os acordos de pescas e, nos transportes, sobre as “incertezas” nas ligações aéreas e “irregularidades” nas ligações marítimas. O mote das intervenções da UCID foi dado pela deputada Dora Pires.
O Partido Africano da Independência de Cabo Verde acusou hoje o Governo do MpD de “sucessivos falhanços” nos setores das pescas e dos transportes, considerando tratar-se de uma “década perdida”. Para a deputada Adélsia Almeida, o Governo falhou também na construção das infraestruturas prometidas, como cais, arrastadouros, mercados de pesca e unidades de conservação e transformação do pescado, deixando as comunidades piscatórias “abandonadas”. A parlamentar denuncia, ainda, o que considera ser o “caos” no setor dos transportes.
Falando em nome do Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia, a deputada Elizabete Évora reconheceu haver muitos desafios a contornar e apelou aos cabo-verdianos para procurar as “melhores soluções”. Aludindo aos transportes aéreos interilhas, a parlamentar disse que a bancada do seu partido está “firme e confiante” de que os problemas vão ser resolvidos, mas reconhecendo, contudo, um “quadro recente com avarias e cancelamentos de voos”.