Quando o mérito é punido: uma discussão com Weber e Drucker sobre a anulação justa da punição do Comandante Elias Silva

O Acórdão n.º 133/2025 não apaga os sete anos de injustiça, mas desmonta uma narrativa oficial e expõe um problema político de fundo. Um governo que proclama reformas, mas tolera a punição dos melhores e a gestão desigual das carreiras, falha nos princípios elementares do Estado de Direito. À luz da minha experiência na área da segurança interna, considero que o executivo liderado por Ulisses Correia e Silva revelou incapacidade para assegurar critérios de mérito, igualdade de tratamento e justiça institucional, substituindo-os por opções que fragilizam a autoridade do...

Jorge Figueiredo contesta alegadas infeções de turistas na ilha do Sal

O ministro da Saúde contestou ontem a existência de um surto activo de disenteria bacteriana que tenha afetado e provocado a morte de turistas britânicos que estiveram na ilha do Sal, salientando que “não existem evidências epidemiológicas públicas” que confirmem tal situação. Jorge Figueiredo reagia a notícias vinculadas por meios de comunicação internacionais, considerando que estas carecem de base científica comprovada.

O Marketing Político dos Aeroportos – Cronograma da Vinci Manipulado para a Pré-campanha

O Governo cria, deliberada e descaradamente, uma narrativa ilusória ao anunciar obras que não lhe pertencem, ajustando o cronograma de comunicação para servir de instrumento de pré‑campanha. Para quem conhece a lógica das concessões aeroportuárias, trata‑se de puro marketing político de pre-campanha.

Tic-tac-tic-tac. A fatalidade dos imberbes

O tempo ainda joga. Há tempo - curto, convenhamos - para corrigir rumos, afinar discursos, reconstruir pontes e apresentar uma alternativa sólida. Mas o relógio não perdoa indefinições prolongadas. Se FC não elevar rapidamente o nível, Maio poderá não ser o castigo do Governo, mas antes o retrato de uma oportunidade desperdiçada. Efectivamente, as eleições não se ganham apenas com a fraqueza do adversário. Ganham-se, sobretudo, com visão, unidade e capacidade de convencer um país inteiro — não apenas uma parte dele.

A coerência política e a construção democrática

A razão como instrumento da inteligência e a inteligência como mecanismo da coerência, deve se impor como um atributo imperativo na construção de uma polis que consiga perceber num prisma holístico, as reais necessidades da sociedade. Sem este olhar holístico, o exercício político não passa de um mero jogo e manobras bem articuladas. Acredito que em Cabo Verde a política e a construção de uma democracia robusta, devem ganhar e granjear novos contornos. Podemos ser melhores e podemos fazer mais. Na esfera da construção democrática a coerência deve manter a sua voz permanente,...

Caixa Geral de Depósitos conclui venda do BCA por 82 milhõies de euros

O Grupo Caixa Geral de Depósitos concluiu quinta-feira, 15, a venda da posição de 59,81% que detinha no Banco Comercial do Atlântico, em Cabo Verde, à empresa Coris Holding por 82 milhões de euros, confirmou o banco português em comunicado ao mercado.

13 de Janeiro. Legalidade e o perigo da hierarquização ideológica das datas nacionais

O 13 de Janeiro não pertence a um partido, a uma geração ou a uma corrente ideológica. Pertence a Cabo Verde. Ignorá-lo é empobrecer o debate democrático, fragilizar a cultura cívica e dar um sinal errado às gerações mais novas sobre a forma como o Estado deve relacionar-se com a sua própria história. Valorizar todas as datas efeméricas nacionais não é um exercício de nostalgia; é um acto de responsabilidade democrática. Quando se começa a escolher quais símbolos merecem existir e quais podem ser descartados, o problema já não é o calendário - é a própria ideia de...