O presidente da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) defendeu hoje que Cabo Verde precisa de um novo modelo de governação assente numa “descentralização real, profunda e funcional, devolvendo o poder às ilhas, às pessoas e às comunidades”.
De 2016 até agora, o MpD perdeu metade do seu eleitorado e, em vez de reflectir com seriedade sobre isto, prefere criar inimigos imaginários, como os comunistas e a extrema-esquerda a babar sangue nas esquinas à espera de assaltar o poder. A insanidade é de tal ordem que, reagindo à histórica classificação de Cabo Verde para o Mundial de 2026, já anda gente a agradecer a Ulisses pelo feito e a fazer analogias entre as datas de 13 de Outubro e 13 de Janeiro.
Estranhamente, a instabilidade política - ao contrário do que seria compreensível e até democraticamente aceitável - não está a ser promovida pelas oposições ou pelos sindicatos, antes pelo Governo que, a pouco menos de um ano das eleições, está a indignar o país e a demonstrar que está esgotado! O executivo ventoinha está a revelar-se naquilo que realmente é: incapaz de governar o país! Daí a tragicomédia da TACV, o caos em matéria de transportes e a mais absoluta incompetência no fornecimento de energia eléctrica. Ulisses prometeu ser diferente e fazer diferente e,...
O povo das ilhas quer uma nova agenda para o povo das ilhas. O povo das ilhas clama em uníssono pela mudança e pela transformação de Cabo Verde num país onde “Kada Kriston tem Direito a Si Gota de Água”. O povo das ilhas clama pela verdade, transparência, justiça, equidade e pela boa gestão da coisa pública. O povo das ilhas clama pela necessidade de que os nossos recursos humanos, bem capacitados, possam encontrar mecanismos de sucesso nas suas próprias ilhas. A agenda que se almeja nos dias de hoje não pode nunca estar ao serviço de um grupinho perto do poder e da classe...
Ulisses Correia e Silva não é um tolo — longe disso. Ele é, talvez, o mais refinado estratega político da era democrática cabo-verdiana. Já antes demonstrou a sua mestria ao virar resultados adversos e triunfar em eleições quando muitos o davam por vencido. Governa com os olhos postos no voto, e não se distrai com críticas nem com diagnósticos técnicos. Por isso, não é por acaso que repete exaustivamente a expressão “sem djobi pa ladu”. É mais do que um slogan — é uma filosofia de governação onde a obstinação é confundida com liderança e onde o objetivo último...
O líder parlamentar do PAICV afirmou hoje que manter o actual Governo no poder equivale a “assistir ao retrocesso de Cabo Verde”, apontando falhas nas promessas relacionadas com o crescimento económico, transportes, saúde e segurança.
A Câmara Municipal do Maio desmentiu o Governo, garantindo que em “nenhum momento” foi contactada sobre a programação das ligações marítimas da ilha, ao contrário do afirmado pelo executivo.