O pintor Joaquim Semedo considerou esta quinta-feira, 14, que a arte da pintura ainda é vista como um “passa tempo”, não obstante a sua notoriedade no mercado e da persistência dos artistas.
A tentativa de fazer a governação local a depender-se de táticas políticas paternalistas e oportunistas, onde impera o sentimento de vingança de um partido que ganha ou perde as eleições, contribui única e exclusivamente para o menosprezo dos órgãos do poder local, relegados à periferia do poder a uma situação de dependência e de mendicância permanente, e sem capacidades para responder às demandas impostas pelos munícipes e promover um verdadeiro desenvolvimento sustentável, de baixo para cima nos seus territórios. E a pergunta que nos deve inquietar a todos é: por que...
Tudo está normalizado nesta terra que se diz de brandos costumes, de morabeza e de pasa sabi! Nem mesmo os apagões da Eletra, condicionando negócios, investimentos, aldrabando os cidadãos, incomadam a nação! Porém, um problema pontual como a recolha do lixo na capital de todos nós, já é bastante para mobilizar vozes de lamúrias, num país sem saúde, sem habitação, sem justiça, sem segurança, sem alternativas para os jovens, sem esperança. Que dizer?... Indignação seletiva ou inconsequente comportamento de um país de equivocos ou equivocado?... Cada um que tire a sua...
"Do aeródromo ao centro, vinte e cinco curvas de hiace. Contei-as uma a uma, como quem reza. Quando revelei esse número à senhora da pensão Paraíso, ela ficou espantada: — Nunca tinha pensado nisso, disse. E eu pensei: é sempre o estranho quem revela o óbvio. Sou da espécie que repara no que não aparece na fotografia. Foi assim que, numa noite qualquer, percebi que entre centenas de pessoas, só uma estava verdadeiramente bem vestida: Trinité, a única beleza deliberada daquela rua em frente ao polidesportivo. Talvez homem, talvez mulher, talvez apenas presença. Em São Nicolau,...
A escassez de mão-de-obra qualificada tem sido uma das principais causas do atraso de obras em Cabo Verde, segundo a Ordem dos Engenheiros, que também alertou para o exercício ilegal da profissão.
Nas campanhas falam de desenvolvimento; na prática, “desenvolvem” apenas os que se ajoelham, os que bajulam, e os que obedecem cegamente. O padrão repete-se na saúde, nos transportes, no turismo, na banca, na construção civil. Apelidos que se repetem em conselhos de administração, projectos imobiliários, privatizações silenciosas, sociedades de fachada. São os filhos da casa, os sobrinhos do sistema. E enquanto isso, o cidadão comum paga o preço literalmente. Noutros países, isto teria outros nomes: conflito de interesses, tráfico de influências, e corrupção...
Com mais de um milhão de turistas por ano, o Sal gera uma receita crucial para as finanças nacionais. No entanto, continua sem receber o que lhe é devido e sem o reconhecimento que merece pelo seu impacto na economia. Sendo responsável por mais de 60% dos cerca de 500 milhões de euros gerados pelo turismo, a ilha deveria estar a receber investimentos à altura da sua importância.