No debate com o primeiro-ministro que tem lugar amanhã, os deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde vão confrontar o Governo por “dez anos de promessas incumpridas”. Para o Grupo Parlamentar do PAICV, “chegou a hora do balanço”.
Os deputados do PAICV eleitos por Santiago Norte acusaram hoje os deputados do MpD de desinformação ao atribuírem à autarquia de Santa Catarina a responsabilidade pela implementação do Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR) das monitoras do pré-escolar.
O presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia, deu posse esta terça-feira, 24, aos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar o caso do antigo deputado Amadeu Oliveira, mas não se vislumbra bons resultados: é que o Acórdão do Tribunal Constitucional, que deu aval para o avanço da CPI, lilimta e impede, na prática, os membros da CPI de ouvir o sector judicial sob ameaça de crime contra o Estado de Direito, o que certos observadores consideram ser pior do que "um golpe de estado".
Dois temas marcaram os últimos dias no plano político, mas também judicial, porque desde alguns tempos a esta parte estas coisas andam misturadas e, não raras vezes, de braço dado. É um sinal dos tempos, introduzido no debate público praticamente em todo o mundo pela extrema-direita, a par do discurso moralista e de costumes que procura ocultar a sua verdadeira natureza de instigação ao ódio. Os ataques ao presidente da República e ao líder do principal partido da oposição são componentes dessa estratégia, contudo, votada ao fracasso. E aí estão os sinais de desespero a...
A deputada Carla Lima anunciou hoje que o Grupo Parlamentar do seu partido não participa da aprovação, na especialidade, da nova Lei Orgânica da Assembleia Nacional e admite recorrer ao Tribunal Constitucional. O partido apela, ainda, ao veto do Presidente da República, caso o diploma venha a ser aprovado pela maioria, já que um Governo em fim de mandato não deveria aprovar legislação estruturante.
O MpD está embarcando seus militantes numa narrativa sem sustentabilidade e “sem djobi pa lado” e pouco a pouco os seus potenciais apoiantes vão abandonar o barco à medida que a realidade da derrota ficar mais evidente!
Há também uma diferença de método. Correia e Silva comunica muitas vezes através de números, gráficos e apresentações formais. Carvalho opta pelo contacto directo, pela praça pública, pelo discurso “olhos nos olhos”. Fala menos de percentagens e mais de experiências concretas - salário que não chega ao fim do mês, jovem que quer emigrar, mãe que luta por emprego. Essa comunicação mais crua e directa tem-lhe granjeado simpatias, sobretudo entre os que se sentem pouco representados pela linguagem técnica do poder.