...essa trupe é tão falha de princípios de ética científica, que depois de terem levado umas valentes reguadas no parecer emitido por linguistas residentes em Portugal, foram de mansinho, para que ninguém se apercebesse, corrigir alguns lunatismos, sem nunca dizer que foram aproveitamentos de ensinamentos de quem sabe sem alardear, e que trabalha para a dignificação da língua cabo-verdiana, não para encher os bolsos ou abrilhantar os currículos, mas para que no céu da caboverdianidade a nossa língua-mãe seja a primeira e a estrela mais firme. Nós voltaremos enquanto esse perigo...
...o crioulo cabo-verdiano está vivo e vibrante. Mas impor-lhe um padrão artificial, “laboratorial”, sem trabalhar o preconceito muito baseado no chamado bairrismo entre ilhas e regiões vai desembocar sempre em situações em que alguém vai conseguir demonstrar que o padrão se baseia e se parece mais com uma variedade de uma região do que de outra. Poderia ter um efeito semelhante ao do occitano: dividir em normas concorrentes, afastar os falantes, e fragilizar a própria apropriação da língua.
O director-geral adjunto da Unesco para a Comunicação e Informação, Tawfik Jelassi, felicitou hoje Cabo Verde pela sua primeira inscrição no Registo Internacional da Memória do Mundo, com duas colecções documentais relacionadas com a escravidão.
Que se reerga a grande ilha do Porto Grande e Monte Cara pelo alento das suas valorosas gentes, com a solidariedade fraterna e firme dos cabo-verdianos de todas as ilhas e diásporas, contra projetos supremacistas malsãos engendrados por mãos estrangeiras, ainda que acolitadas por serventuárias nacionais. Hoje mais do que nunca faz sentido o verso de «súplica« de Djoya «sonsent nxina-me oiá lus di sol». Que o sol do novo dia te seja de novo radioso, Sonsent.
O ministro da Educação, Amadeu Cruz, assegurou hoje, na Praia, que o ano lectivo 2025/2026 terá início a 15 de Setembro em todo o arquipélago, incluindo a ilha de São Vicente, recentemente devastada pela tempestade tropical Erin.
O escritor José Luís Hopffer Almada colocou no mercado em finais de Julho mais uma obra literária, “Exalações”, que reúne sete livros de poemas de Nzé Di Sant'y Ago, um dos nomes literário do autor.
"Do aeródromo ao centro, vinte e cinco curvas de hiace. Contei-as uma a uma, como quem reza. Quando revelei esse número à senhora da pensão Paraíso, ela ficou espantada: — Nunca tinha pensado nisso, disse. E eu pensei: é sempre o estranho quem revela o óbvio. Sou da espécie que repara no que não aparece na fotografia. Foi assim que, numa noite qualquer, percebi que entre centenas de pessoas, só uma estava verdadeiramente bem vestida: Trinité, a única beleza deliberada daquela rua em frente ao polidesportivo. Talvez homem, talvez mulher, talvez apenas presença. Em São Nicolau,...