A água castanha da Lajinha não pede narrativas defensivas. Pede decisões. Pede investimento estrutural. Pede que o saneamento deixe de ser tratado como assunto menor, empurrado para depois da festa seguinte. E pede, sobretudo, que o país deixe de normalizar dois pesos e duas medidas quando o que está em causa é saúde pública, ambiente e dignidade urbana. Porque quando o esgoto vem à superfície, já não há discurso que o esconda. E quando a coerência falha, o cheiro espalha-se muito para além da praia. E na Camara Municipal de São Vicente já fede há muito tempo.
Reagindo a declarações do presidente da Câmara Municipal de São Vicente de que, durante cinco dias, “a Rua de Lisboa vai bombar” para celebrar a “resiliência” dos mindelenses, os vereadores da autarquia eleitos pelo PAICV “demarcam-se perante a irracionalidade e a desproporcionalidade deste evento”, que consideram "completamente desajustado, inadequado, desproporcional e inoportuno”.
Após visitar Santo Antão, que integra o roteiro de deslocações do presidente da República às ilhas afetadas pela tempestade Erin, José Maria Neves esteve durante todo o dia de ontem em São Vicente, com uma agenda centrada na avaliação das respostas às inundações de agosto e no reforço da articulação institucional, tendo sublinhado a necessidade de investimentos mais estruturantes capazes de reforçar a resiliência da cidade face aos efeitos das mudanças climáticas.
Os funcionários do departamento das Contribuições e Impostos da Direcção Nacional de Receitas do Estado (DNRE) exigem que o Governo cumpra o prometido e aprove já este mês, um diploma que propõe um aumento dos seus Suplementos Remuneratórios a atingir os 80% do seu vencimento - a atual diretora nacional, por exemplo, poderá levar para casa no final do mês 450 contos limpos, ou seja, 240 contos de salário mais 210 mil escudos de suplemento remuneratório. O projecto está para ser validado pelo Conselho de Ministros desde 2023, e só não terá sido aprovado até agora por envolver...
Reagindo àquilo que considera serem “acusações infundadas”, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente publicou um comunicado na sua página oficial. Por sua vez, o Sokols reitera as acusações, refutando “ponto por ponto”, tendo por base declarações do próprio Neves, reportagens e documentos, e dizendo haver “contradições e omissões” a exigir respostas.
O presidente da Câmara Municipal de São Vicente reagiu à acusação do presidente da Comissão Política Regional do PAICV que o apontou como “responsável político pelos estragos e mortes causadas pelas chuvas” e defendeu a demissão do autarca. Neves diz que o partido tambarina está a “aproveitar-se da dor alheia” para fazer política, e que Adilson Graça não se fez presente na hora de ajudar.
O presidente da Comissão Política Regional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde apelou à demissão de Augusto Neves. Adilson Graça falava hoje no Mindelo, durante uma conferência de imprensa, onde defendeu que Neves é o “responsável político pelos estragos e mortes causadas pelas chuvas” na ilha, na sequência da tempestade de 11 de agosto.