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 Ulisses campanha

O primeiro-ministro de Cabo Verde reconheceu esta sexta-feira a existência de desigualdades de oportunidades entre os homens e as mulheres, que significam “um potencial humano não aproveitado”, defendendo o combate à violência de género e a aposta na educação.

Ulisses Correia e Silva falava durante a cerimónia de comemoração do Dia Internacional da Mulher, que decorreu no Palácio do Governo, na cidade da Praia.

“Existem estereótipos que são evidentes e conhecidos. Existem desigualdades de oportunidades, mas existe essencialmente um potencial humano não aproveitado”, disse.

E acrescentou: “Onde as desigualdades são pronunciadas, onde as desigualdades são fortes, há um potencial humano não aproveitado que tem impacto a nível económico, social, ao nível da pobreza, ao nível do não aproveitamento de capacidades para inovação, desenvolvimento de competências individuais e do próprio país”.

Para o chefe do Governo, “só esta parte já justificaria um grande empreendimento para podermos reduzir um 'gap' [lacuna] que existe entre o que o país precisa e o que é a realidade social e económica”.

“A ótica não deve ser apenas reivindicativa, mas afirmativa”, referiu, destacando que “existem exemplos de boas práticas, mulheres de sucesso em todas as atividades”.

Ulisses Correia e Silva defendeu “mais oportunidades, maior participação política, um combate assertivo à violência baseada no género, combater estereótipos, educar e formar para uma sociedade mais justa e com respeito pela diversidade e ao mesmo tempo e com a mesma força celebrar e evidenciar casos de sucesso, de mulheres que se destacam nas diversas profissões e em diversas atividades”.

Para o Governo cabo-verdiano, o Dia Internacional das Mulheres “é uma data celebrada a nível mundial como um momento de reflexão sobre os progressos alcançados e de chamada de atenção para a mudança necessária, bem como de celebração de atos de coragem e determinação realizados por mulheres que têm desempenhado um papel extraordinário na história dos seus países e suas comunidades”.

Com Lusa



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