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 francisco carvalho

1. Um dos primeiros estratagemas mundiais utilizados pelos neoliberais é o facto de começarem logo no início por dizer que o neoliberalismo não tem ideologia. É deste modo que procuram que fique completo o truque que começou a ser montado com aquela pintura da ideologia como uma coisa muito má e uma característica exclusiva do comunismo e dos socialistas, os vermelhos. Mas, é suficiente que saibamos todos que a ideologia é um conjunto de ideias interligadas que constituem um quadro geral que serve de orientação para a governação, para que fiquemos todos a saber que, afinal, os neoliberais também têm ideologia, sim! Porque os neoliberais têm um conjunto de ideias próprias que, designadamente, lhes servem de orientação na sua governação;

2. Que ideias são essas que compõem esse conjunto de traços característicos dos neoliberais? Consideremos apenas três desses traços: i) A ideia de Estado amigo das empresas, mas em prejuízo das famílias. Uma vez que a prioridade da governação são as empresas e os empresários amigos; ii) A defesa de uma menor regulação possível do mercado para que as empresas possam atuar o mais livremente possível e, assim, obterem os maiores lucros imagináveis. É nesta lógica de menor regulação que se enquadra a extinção de maior parte de agências reguladoras, fundidas numa única, a Agência de Regulação Multisetorial da Economia (ARME), logo com menor capacidade de influenciação e maior probabilidade de dominação pelo governo; e, por fim, iii) A pérola da direita neoliberal que é a privatização, bem entendido, como a consequência de uma ideia clara de se ir para o governo com o objetivo de desmantelar o Estado e entregá-lo, aos pedaços, exclusivamente, aos empresários amigos;

3. Contudo, se a privatização é ideológica, já ter o próprio Estado a esconder os meandros do processo, designadamente, os contratos e as propostas, é crime! Pior ainda, ter eventuais futuros recetadores de bocados dessas privatizações, a virem a público defender que é assim mesmo que a República deve atuar, procurando fazer uma nova escola de gestão da coisa pública. É o cúmulo do grau de descaramento em relação à Nação! É a total subversão da ética e da moral públicas, aos novos princípios orientadores da ação, próprios dos vendilhões do templo!

4. Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia em 2001, é a autoridade máxima mundial no estudo da desigualdade criada pela economia, tendo estudado este fenómeno durante mais de 50 anos. Foi vice-presidente sénior do Banco Mundial e Presidente do Conselho de Assessores Económicos durante a presidência de Bill Clinton. Este economista chamou atenção para o facto de o Governo ter várias formas de favorecer a criação de riquezas pessoais. A privatização é uma delas, na medida em que o Governo apanha recursos que são de todos os cidadãos do país – ou seja públicos – e oferece a pessoas individuais para se enriquecerem e, logo, aumentarem a desigualdade. É um exercício difícil de aceitar: o Governo paga todas as dívidas, manda para casa e indemniza o pessoal considerado excedentário, paga pilotos em casa sem voarem, distribui mil contos para cada pessoal navegante ir morar na ilha do hub, o Sal, compra cinco aviões, estabelece que não tem de fazer o transporte de doentes inter-ilhas, ou seja, cria todas as condições para passar a ter lucro e – precisamente, nessa hora – entrega para privados passarem a ficar com os lucros! Porque é que depois de todo este esforço, com o dinheiro de todos os caboverdeanos, Cabo Verde não fica com a empresa, e aplica os lucros no desenvolvimento do país? Que lógica é esta?!

5. É Stiglitz que invoca o exemplo dos banqueiros para nos alertar sobre o mito da bondade dos empresários: “como consequência da crise financeira, hoje ninguém pode defender que as atividades privadas de interesse pessoal dos banqueiros conduziram ao bem-estar de todos. No máximo, conduziram ao bem-estar dos banqueiros, com o resto da sociedade a suportar os custos”;

6. Muito ao contrário da atuação dos empresários, cujos lucros revertem-se para os próprios bolsos, é o caso da Noruega em que o governo controla várias empresas – sim, Governo! – e todas elas mantidas longe do fantasma das privatizações! Os lucros dessas empresas do Estado são canalizados para grandes investimentos no chamado “bem-estar social”, também conhecido pelo nome “felicidade”! Esta é uma das razões porque, nos últimos doze anos, a Noruega tem vindo a ocupar o lugar de topo em termos de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com a criminalidade praticamente no zero. É um dos países mais igualitários do planeta onde quase não há diferenças entre os salários mais altos e os mais baixos. A Noruega tem o maior fundo soberano do mundo criado com os lucros do petróleo. São 900 bilhões de dólares para garantir o futuro das gerações futuras!

7. Portanto, no país onde há mais felicidade no mundo é o governo que controla várias empresas, garantindo, assim, o investimento dos lucros na vida das pessoas. Pois, é um país que não segue aquela ideia de que é melhor colocar a riqueza nacional nas mãos de privados para, depois, supostamente, redistribuírem para as pessoas. É o próprio Estado que faz essa redistribuição – e muito bem –, sem intermediários movidos a lucros!

Comentários  

+3 # Cristiano Moreno 05-12-2018 11:36
Sr. Francisco Carvalho, felicito-lhe pela clareza da su sua análise sócio-politica, sobre um tema actual (vigente) e polêmico, motivado por jogos de interesses politico-economico-filosofico.
O Sr. João Mário poderia servir-se para este debate caso fosse pessoa humilde e não megalomana. Pergunto-lhe se conhece a terminologia " desideologização".
Aguardo pela resposta para poder continuar o debate.
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+2 # Francisco A.Carvalho 05-12-2018 16:50
Sr. Cristiano Moreno, eu é que lhe agradeço por tão elogioso comentário.
Como disse, vamos aguardar se o Jão Mário reage.
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+3 # SÓCRATES DE SANTIAGO 04-12-2018 10:50
NA TENPU DI PAICV KU JOSÉ MARIA NEVES, NU STABA MIDJOR, NU STABA MÁS SABI. KU ULISSES KU MPD, VENTOINHA PA NÓS KA SATA TORA, FRESKU TA BAI SÓ PA ES, SÓ PA KES GRUPINHUS- Este é o desabafo de um grupo de rabidantes, entre vendedeiras ambulantes e peixeiras, num dos bairros desta nossa barulhenta, mas linda, bonita e amada Cidade da Praia Maria da Vitória, Capital da nossa República. Esta sábia observação do nosso povinho, que nunca frequentou aulas algumas de Economia e, particularmente, a Economia de Desenvolvimento, vem reforcar a tese defendida neste brinhante artigo ou ensaio do nosso amigo sociólogo, Francisco Carvalho. A PRIVATIZAÇÃO É, SIM, IDEOLOGIA. Efectivamente, os partidos ou grupos que defendem e professam tal ideologia são, quase todos, os da área neoliberal, na linha do famoso economista Adam Smith. No nosso país, o partido neoliberal, defensor da privatização, é o MPD. Sempre que este partido neoliberal ascende ao poder, há sempre aquela tentação de vender e privatizar todas as empresas estatais, mesmo que sejam rentáveis. Nos anos noventa, o MPD vendeu e privatizou quase tudo que era do Estado, mas, mesmo assim, o País continuou a ser muito pobre, com elevadas dívidas internas e externas, com uma derrapagem económica e financeira sem paralelo na historia do País, resultando, consequentemente, no não pagamento atempado dos funcionários, numa crise social profunda e descredibilidado do País no plano internacional. Em face disso, o povo ficou mais pobre, angustiado e infeliz, e um grupinho, muito bem idenficado e próximo do MPD, enriqueceu - se à custa do erário publico, delapidando a riqueza do Estado. Tristemente, este mesmo partido neoliberal, hoje, no poder, está a levar o País para o mesmo caminho, entregando, em nome da privatização, de bandeja, as empresas do Estado aos estrangeiros e a alguns amigos ventoinhas, ficando, mais uma vez, o nosso povo, de boca seca, BOKA RUSU, e o nosso país à beira de perder a sua soberania duramente conquistada.
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+1 # Francisco A.Carvalho 04-12-2018 22:04
É exatamente isso, Sócrates de Santiago! É a mesmíssima receita falhada da década de 90 que se está a aplicar agora!
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+5 # Luciano 30-11-2018 15:27
Os liberais são amigos das grandes empresas e do capital internacional. As PME estão fora das suas preocupações.
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+2 # JP 30-11-2018 09:08
concordo com a sua análise, e o texto é bom, mas não em Cabo Verde infelizmente, ainda, pelo menos. Acredito no sistema socialista Norueguês, alemão, dinamarquês , entre outros. Só que em relação a nós, e em Africa em particular, mas também em países do Sul da Europa, a mentalidade ainda é que o que é do Estado é um poço sem fundo. Em Cabo Verde a história de empresas públicas é de endividamento e endividamentos enquanto que gestores se enriquecem. Veja-se o caso de águas de Santiago. Uma empresa tão recente e já com problemas graves.
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+1 # Francisco A.Carvalho 05-12-2018 17:05
JP, agradeço a sua concordância com a análise. Mas, importa referir que a essência do texto é a defesa de que pode-se procurar um outro caminho. Esse outro caminho seria no sentido do reforço da capacidade económica do Estado e não o caminho que está a ser seguido agora e que consiste, exatamente, no contrário que é a desmantelação do Estado e a sua entrega a privados para se enriquecerem com base naquilo que é de todos os caboverdeanos.
A ideia não deveria ser abandonar o caminho só porque há prevaricadores. É que os prevaricadores é que são maus para esse caminho. O caminho em si é bom. Que se adopte o caminho, tal como a Noruega adotou e se dê combate aos prevaricadores! Porque razão não fazemos isso na sociedade caboverdeana?
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+2 # Emanuel brito 30-11-2018 01:15
Vivi 4 anos na URSS. Gostei de muita coisa. Mas abominei muita coisa. (Vi elites explorando fragilidades de pobres.) Mas, exatamente por isso, não vejo como se possa negar o valor superior do socialismo norueguês, do sueco, ou do dinamarquês…..nenhum dele é perfeito, mas são A MELHOR EXPRESSÃO DO SOCIALISMO DE MARX,...… a não ser que, para alguns, socialismo SÓ POSSA significar Marx, Engels, Lenine, Mao, Che Guevara, Fidel, etc... :) Convenhamos, pessoal!! Se isso é só gente facínora cruel, porque é que as duas bombas atómicas, lançadas até hoje, foram lançadas pelo senhor Truman, um super-iluminado, um grande pensador, o presidente da «maior democracia» do mundo, a mais humanista, entenda-se , os Estados Unidos»????. A reposta é simples: impera a lei do mais forte, contra o mais fraco. Foi fácil liquidar com duas bombas atómicas cerca de 200 mil civis. Mas os EUA viram-se imediatamente impedidos de lançar bombas iguais contra a URRS ou a China PS. Já agora, e defendendo interesses nacionais, quero o Dr Gualberto do Rosário, o Eng Alfredo Carvalho e o empresário/ dplomata Jorge Spencer Lima a mandarem nos TACV. Sem Icelandair, com três hubs, Sal, Praia e Mindelo, com voos inter-ilhas e a a concorrer com a Binter e com a TAP :) Gente competente, com créditos internacionais…..Qual é o problema?
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+1 # Francisco A.Carvalho 05-12-2018 17:07
Plenamente de acordo, Emanuel Brito.
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+5 # Francisco A.Carvalho 29-11-2018 18:32
1. Não, Jão Mario. Este simples exercício de busca de esclarecimento, oferecendo um outro ângulo de análise, não merece prémio nenhum. Deixe-se disso;

2. Muito pior ainda, um prémio de economia. Aliás, quem ganhou o prémio Nobel de Economia, por estudar estas matéria de enriquecimento de pessoas à custa de ofertas de governos, é o Stiglitz que está citado no texto;

3. PS: continuo a pensar sobre qual a razão do Jão Mario se esconder e não escrever um artigo para rebater este.
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+5 # Atlovir 29-11-2018 18:28
Sem palavras... obrigado Francisco Carvalho falaste e disseste!
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-4 # João Mario 29-11-2018 18:11
"A privatização é ideologia, sim!". Mais não digo Tchico. Você acaba de ganhar o prémio nobel. De Economia, é que não. Porém, de alguma coisa. Tchico, toma juízo, garoto!
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+6 # Francisco A.Carvalho 29-11-2018 17:37
1. Jão Mario, sim, Jão Mario, lê e não entende. Escreveu: "Olha o neoliberalismo não é estratagema coisa nenhuma". No artigo, em lado nenhum, afirma-se que o neoliberalismo "é" uma estratagema. Está escrito que o neoliberalismo "utiliza"uma estratagema. Parecia-me que era básico! Agora, face às suas dificuldades, vejo que não;

2. Jã Mario, olhe, é normal que se sinta incomodado com o artigo. Lamento muito, mas já está escrito!

3. Fico a perguntar porque razão não escreve um artigo para contrapor? Falta-lhe o quê para fazer isso?

4. PS 1: Com que então, "no país onde se regista maior índice de felicidade" no mundo, não é o mesmo "país onde há mais felicidade no mundo"?

5. PS 2: com que então "regista-se o maior índice de felicidade" num país e é num outro "país que há mais felicidade"?
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+6 # JC 29-11-2018 17:25
O João Mario é um espírito avançado. É inteligente. Tão inteligente e dotado, que não se mistura com as pessoas, não se dando a conhecer ao comum dos mortais. E do alto da sua cátedra anônima, bota discurso, exorta, corrige, repreende e insulta. Sem dó nem piedade. Ser de outro astral é cá uma coisa....
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-4 # João Mario 29-11-2018 15:30
Tchico, está a ser angustiante andar aqui a corrigir-te de tantas besteiras que andas a dizer. "Um dos primeiros estratagemas mundiais utilizados pelos neoliberais é o facto de começarem logo no início por dizer que o neoliberalismo não tem ideologia." Olha o neoliberalismo não é estratagema coisa nenhuma. É sim uma ideologia que contrapõe ao comunismo, marxismo e outras pragas. Dizer que o neoliberalismo é estratagema, é desconhecer os fundamentos básicos das ciência política. O que está claro, é teres descoberto tardiamente essa realidade.
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-5 # João Mario 29-11-2018 15:23
"Há o Indice de Desenvolvimento Humando (IDH) utilizado pelas Nações Unidas, no qual desde o ano de 2006, a Noruega ocupa o primeiro lugar como o país com o mais alto valor de bem-estar para a sua população", Tchico, meu caro, se parar você vai pirar. Uma coisa é bem-estar (medido pelo acesso das pessoas e colectividades aos bens e serviços), outra bem diferente é a felicidade, que é o estado do espírito das pessoas, num dado momento. Ahahahahah, Tchico, bo també!
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-6 # João Mario 29-11-2018 15:20
"O Jão Mario entendeu que eu disse que o neoliberalismo não tem ideologia. Entendeu, mal". Tchico assim não dá meu caro. João Mário e não "Jão" Mario. Assim ninguém te leva a sério, garoto.
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-4 # João Mario 29-11-2018 15:18
"Acho que o João Mario para estar com estas dúvidas, nem leu o título do artigo. Leu, mas não entendeu." Assim não, Tchico. Assim não dá!
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-6 # João Mario 29-11-2018 14:32
Portanto, discutir com o Tchico é perda de tempo. Se acha bom, e esbanja asneiras: "no país onde há mais felicidade no Mundo...ta-ta-ta." Isto é de bradar os céus! Olha, isto aqui é gratuito e é meu contributo ao teu crescimento intelectual, Tchico: "No país onde se regista maior índice de felicidade (...)". Assim se escreve em bom português, Tchico.
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+5 # Atlovir 30-11-2018 03:58
Djubensu Màrio
Abo bu sta mas prior di kel homi na Portugal ki kantu un amigo subiskrita un karta pa Portugal e un otu Djubenso Obu flal é abo si ku ta skrebi Portugal. N to amigo flal ma bu ka lê Lisboa! Anpôs Djubenso pa bu ragista, bu ten ki konsta primeru: " pais onde ha mais felicidade no mundo", e n ton só dipos ku un menti intelektual sima di sr. Francisco Carvalho (pessoa simplis e sen stratagemas) ki ta bai ragista kes faktus li e ta ben surgi kes tipos di analisis pexagogikus ki é pa fazeno konprendi midjor, ó inxina Djubensul modal bó ki ta lé mas kontiudo patavinado ta fikasti!
Atlovir
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+6 # Tomé Varela 29-11-2018 10:30
Uma análise interessante, pertinente, oportuna e esclarecedora de muitas situações, cá por estas bandas e não só. Minhas felicitações ao analista!
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-6 # João Mario 29-11-2018 10:03
"Portanto, no país onde há mais felicidade no mundo é o governo que controla várias empresas, garantindo, assim, o investimento dos lucros na vida das pessoas. Pois, é um país que não segue aquela ideia de que é melhor colocar a riqueza nacional nas mãos de privados para, depois, supostamente, redistribuírem para as pessoas. É o próprio Estado que faz essa redistribuição – e muito bem –, sem intermediários movidos a lucros!". Loucura total!
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+6 # Francisco A.Carvalho 29-11-2018 12:00
1. Acho que o João Mario leu, mas não entendeu;
2. País onde há mais felicidade no mundo, sim. É sinónimo de dizer o país onde há "mais bem-estar" no mundo;
3. Há o Indice de Desenvolvimento Humando (IDH) utilizado pelas Nações Unidas, no qual desde o ano de 2006, a Noruega ocupa o primeiro lugar como o país com o mais alto valor de bem-estar para a sua população.
PS: deve estar lembrado de que nas últimas eleições, foi extamente, a felicidade que se prometeu aos caboverdeanos. É esta felicidade que é medida todos os anos. Deixo-lhe este link para a sua consulta.
https://www.google.cv/search?q=idh+noruega+2005&rlz=1C1ASUM_enCV763CV764&oq=idh+noruega+2005&aqs=chrome..69i57.10287j0j1&sourceid=chrome&ie=UTF-8
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-7 # João Mario 29-11-2018 09:12
Tchico, se você não parar, vão achar que você não está bem da cabeça, meu caro amigo. "Um dos primeiros estratagemas mundiais utilizados pelos neoliberais é o facto de começarem logo no início por dizer que o neoliberalismo não tem ideologia". Como dizia o meu professor de probabilidades estatísticas, não é necessário comer de toda sopa para sentir seu bom/mau gosto. Que é que é isto meu caro Tchico. Esta frase mostra duas coisas: (i) você não domina a língua portuguesa; (ii) você não domina ciências políticas. (Que o neoliberalismo não tem ideologia??). Você se enganou. O neoliberalismo é uma ideologia, Tchico.
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+4 # Atlovir 30-11-2018 03:29
Ó Djôn Máriu ó Djubenso Máriu,
abo bu ka konprendi nada kuza ki sr. Francisco skrebi môs!
Ó Djôn ó Djubenso, diskulpan ami n ta skesi si é Djôn ó Djubenso Máriu. Ma pronto apartir di gossi ta fika entri mi ku bó: "Djubenso" Ok!
Sin Djubenso abo sr. Francisco na si rasiosinio é fla ma neoliberalismo ma é di faktu un ideologia sin. Nton bó Djubenso go ka n tendi. Ami n ta konprendi pessoas di menti rakitiku modal bó Djubenso, por isso ki n ta atxaba ma sr. Francisco ka presisa sta preokupa ku dau màs isklaresimento sobri és rifiridu materie. Dexa sr. Francisco utiliza si tenpo prisiozu na priparano mas un artigo pedagogiku.
Konbinado Djubensul Màrio!
Atlovir
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+7 # Francisco A.Carvalho 29-11-2018 12:09
1. João Mario, mais uma vez, lê, não entende quase nada,
2. O Jão Mario entendeu que eu disse que o neoliberalismo não tem ideologia. Entendeu, mal;
3. Sabe qual é o significado de "estratagema"? Deixo-lhe aqui alguns sinónimos: engano, maquinação, astúcia, fingimento;
4. Ao usar a frase "Um dos primeiros estratagemas mundiais utilizados pelos neoliberais é o facto de começarem logo no início por dizer que o neoliberalismo não tem ideologia", eu estava, precisamente, a dizer que o neoliberalismo tem ideologia, mas há esse "fingimento", essa "estratagema", de dizer que não tem ideologia;
5. Acho que o João Mario para estar com estas dúvidas, nem leu o título do artigo. Leu, mas não entendeu.
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