
O rácio de solvabilidade do sistema bancário de Cabo Verde subiu para 24,82% em dezembro de 2025, o valor mais elevado da série iniciada em 2010, segundo dados do banco central.
De acordo com os indicadores do setor divulgados pelo Banco de Cabo Verde (BCV) e consultados pela Lusa, a solvabilidade aumentou face aos 23,77% registados em 2023 e aos 23,93% em 2024.
Ao mesmo tempo, o rácio de crédito em incumprimento em Cabo Verde recuou para 5,11% do total em dezembro de 2025, um dos níveis mais baixos dos últimos 15 anos.
Os dados mostram que o incumprimento recuou face aos 7,27% em 2023 e 7,91% em 2024.
O crédito vencido também caiu para 5,17% do total (era de 8,18% em 2023 e 5,5% em 2024).
O mesmo boletim de indicadores do setor bancário mostra que a rentabilidade da banca cabo-verdiana abrandou, em 2025, com um retorno sobre capitais próprios (ROE) de 18,08% - ainda assim, o segundo melhor, desde 2010.
Por outro lado, a liquidez do sistema bancário subiu para o máximo histórico de 28,30%.
Apesar da maior robustez dos indicadores da banca, alguns parceiros internacionais têm alertado para vulnerabilidades associadas aos riscos de empresas públicas e ao facto de a economia estar concentrada num punhado de atividades (turismo, construção e comércio) sensíveis a choques externos.
Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (BM) e Grupo de Apoio Orçamental (Luxemburgo, Portugal, Espanha, União Europeia, Banco Africano de Desenvolvimento e BM), têm defendido uma diversificação da economia e reformas no setor público.
Cabo Verde tem oito bancos abertos ao público, quatro dos quais com "importância sistémica", segundo o BCV, ou seja, sujeitos à constituição de uma reserva para absorver quaisquer impactos.
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