
O 8 de março está muito para além de uma data comemorativa, já que é um marco da luta histórica das mulheres de todo o mundo por direito à dignidade, igualdade e respeito. A data tem origem nos movimentos trabalhistas e feministas do final do século XIX, associada às lutas por melhores condições de trabalho, direito ao voto e igualdade de oportunidades para as mulheres.
Celebrado todos os anos na data de 8 de março, o Dia Internacional da Mulher está para além da data em si, constituindo-se um marco central da luta histórica das mulheres de todo o mundo por seus direitos, pela igualdade e pelo respeito. Uma data que remonta ao final do século XIX, com origem no sindicalismo, nos movimentos trabalhistas e feministas, quando as mulheres em todo o mundo começaram a lutar organizadamente, casando o direito ao voto com o combate por melhores condições de trabalho e igualdade de oportunidades.
Pesem grandes conquistas políticas e sociais das mulheres ao longo de várias décadas, a verdade é que persistem problemas antigos, como a desigualdade salarial, as barreiras no acesso a várias áreas do mercado de trabalho e a insignificante representação em cargos de liderança, ao mesmo tempo que os números de violência de género, incluindo o feminicídio, adquirem expressão muito preocupante.
A origem da efeméride
Com origem nos movimentos trabalhistas e feministas do final do século XIX e princípios do século XX, a efeméride está intrinsecamente ligada às lutas das mulheres trabalhadoras, pelo direito à igualdade salarial, condições dignas de trabalho e participação política, já que nessa época as mulheres estavam impedidas de votar.
Um dos momentos mais relevantes que espoletou a luta das mulheres aconteceu em 28 de fevereiro de 1908, quando 15 mil trabalhadores se manifestaram pelas ruas de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, reivindicando a redução da jornada de trabalho, melhores salários e direito ao voto.
No ano seguinte, por razão do impacto dessa manifestação, o Partido Socialista norte-americano decidiu instituir a data de 28 de fevereiro como Dia Nacional da Mulher.
Um ano após esta decisão, em 1910, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, que se realizou em Copenhaga, capital da Dinamarca, a ativista política Clara Zetkin, uma das principais vozes do feminismo do início do século XX, propôs a criação de um dia internacional para dar visibilidade e voz à luta das mulheres pelos seus direitos, o que foi aceite por mais de 100 mulheres representantes de 17 países. No entanto, a conferência não chegou a definir uma data precisa.
Ganhando expressão a partir de 1917, quando mulheres trabalhadoras russas organizaram uma greve em protesto contra a fome, a Primeira Guerra Mundial e o regime ditatorial encabeçado pelo czar Nicolau, um acontecimento que ficou conhecido por "Marcha das Mulheres de Petrogrado" e marcou o início da Revolução Russa do mesmo ano, o movimento deu origem ao feriado nacional de 8 de março em homenagem à luta das mulheres.
Reconhecida oficialmente pelas Nações Unidas em 1975, quando foi declarado o Ano Internacional da Mulher, a data de 8 de março foi indicada como marco internacional, de celebração anual, das lutas e conquistas das mulheres.
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