Subserviência intencional: um processo da autossabotagem e senso narcisista

Não podemos esquecer que todo o subserviente é desprovido de carácter e dignidade. Com isso, será facilmente manipulável e tido como uma pessoa fácil de ser descartada. Por não ter raízes profundas e fibra comportamental, não terá como formar bases sólidas para um desenvolvimento pessoal e profissional duradoira de grande impacto. Todo o subserviente é frágil e incapaz de ser uma referência permanente. Ela se processa num prisma da razoabilidade e senso de insignificância com evidências de sofisticação, mas que na verdade, não passa de uma atitude de alguém com défices...

A idade não define o teu potencial: a tentativa de seres apagado em vida

O teu potencial não depende de validação externa, e esta pode ser a verdade mais libertadora e mais aterradora que alguma vez vais internalizar. Esperar que outros validem a tua grandeza é dar-lhes as chaves da jaula que construíram à tua volta. E eles vão usá-las, não duvides. Vão trancar-te e deitar fora a chave, não necessariamente por maldade, mas porque é conveniente, porque a tua contenção é o preço da paz deles, porque és mais fácil de digerir quando estás mastigado e pequeno.

A política como último refúgio: Quando servir o país se torna profissão de sobrevivência

Um país pequeno, insular, com recursos limitados, não sobrevive sendo gerido por quem trata a política como emprego vitalício. Cada ano desperdiçado com esta farsa é um ano roubado ao futuro. Ou rompemos radicalmente com este modelo exigindo currículos reais, implementando avaliação objetiva de desempenho, expulsando o despreparo técnico institucionalizado ou afundamo-nos irremediavelmente. Não há meio-termo possível. E quando o colapso chegar, os “profissionais da política” estarão confortavelmente reformados ou exilados. Quem pagará o preço?

A coerência política e a construção democrática

A razão como instrumento da inteligência e a inteligência como mecanismo da coerência, deve se impor como um atributo imperativo na construção de uma polis que consiga perceber num prisma holístico, as reais necessidades da sociedade. Sem este olhar holístico, o exercício político não passa de um mero jogo e manobras bem articuladas. Acredito que em Cabo Verde a política e a construção de uma democracia robusta, devem ganhar e granjear novos contornos. Podemos ser melhores e podemos fazer mais. Na esfera da construção democrática a coerência deve manter a sua voz permanente,...

PR reafirma compromisso de Cabo Verde em transformar a vulnerabilidade geográfica em força geopolítica

Na abertura da IV Conferência da Década do Oceano, José Maria Neves reafirmou o compromisso do arquipélago em transformar a vulnerabilidade geográfica em força geopolítica, e o oceano em “fonte de conhecimento, prosperidade e cooperação”. O presidente da República defendeu, ainda, que “através da ciência, da inovação e da diplomacia azul, Cabo Verde projeta-se como nação oceânica, resiliente e conectada ao mundo”.

Quando a mentira parece com a verdade: o vazio da ética e da crise moral

A atitude mais difícil nos dias de hoje, é falar a verdade. Nos dias atuais a verdade é o principal motivo de atrair inimigos. Vivemos numa crise existencial da verdade. A maioria prefere iludir e manipular com uma boa  mentira; bem articulada, orquestrada de uma forma "inteligente" e que satisfaça o desejo da clientela.

Pirinha, um filme arrebatador*

Pirinha, filme da realizadora caboverdiana Natasha Craveiro, cujo título remete a um doce da infância da cineasta, traz em seu título toda a pureza, suavidade e alegria que deveriam, em tese, permear o universo infantil. Contudo, a obra acaba por desvelar uma história trágica na vida da personagem principal, que é a violência sexual. Trata-se de um documentário ficcional que nos arrebata pela forma poética com que consegue contar uma história de dor profunda, mas também de cura, e isso emociona ainda mais.