Novo livro de Mário Loff é lançado em janeiro

“Oração dos Danados” é o mais recente livro do escritor do Tarrafal de Santiago, encenador e agente cultural. Formado em História e Património, Mário Loff tem uma obra reconhecida em Cabo Verde e no exterior, bem como um percurso marcado pela intervenção cultural, pela memória histórica e pela convicção de que a literatura é uma forma de libertação, como refere no prefácio a professora Clementina Evany Furtado.

O Apagão do Poder

O dia em que a luz se apagou no Parlamento ficará, provavelmente, como uma das imagens mais expressivas da atual legislatura. Mais do que um incidente, foi um diagnóstico coletivo. Ulisses Correia e Silva parece prisioneiro de um ciclo que já não domina: o de um poder fatigado, reativo e envolto em justificações. A história política mostra que governos não caem apenas por derrotas eleitorais, mas por esgotamento simbólico, quando já não são capazes de inspirar ou de representar esperança. O episódio da escuridão no Parlamento foi, nesse sentido, o prenúncio visível do que...

“Humbertona: Minha Vida, o Tempo & o Modo”, apresenta-se na Praia e São Vicente

Levado à estampa pela Rosa de Porcelana Editora, o livro de Fátima Bettencourt (a irmã de Humberto Bettencourt Santos), relembra a figura eclética do incontornável nome da música cabo-verdiana e militante abnegado da luta de libertação nacional, à qual se entregou por inteiro, dando apaixonadamente o “corpo ao manifesto”, é apresentado esta semana na Praia e no Mindelo.

Agraciado “Honoris Causa” pela Lusófona de Lisboa, PR alerta para perigo dos extremismos

Nesta segunda-feira, 06, o presidente da República de Cabo Verde foi distinguido em Lisboa com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusófona, num ato público que contou com a presença do presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa. José Maria Neves dissertou sobre o percurso de Cabo Verde, as fragilidades da democracia, o ascenso da extrema-direita e do discurso do ódio, e, à margem da cerimónia endereçou “recado” à governação.

O im(com)parável José Luiz Tavares: as fúrias e a arte do julgamento

O poeta tem lutado, à sua maneira, contra a “tara da nacionalidade” e as “peias da identidade”, que a instituição, veículo societário movido a energia social, tende a impor-lhe a contrapelo de sua vontade, mas é justo salientar, quanto à crítica, que ele tem fornecido o arsenal significante e significativo que autoriza a sua radicação no arquipélago. Aliás, não podia ser de modo diferente. Que o poeta se avantajou e ultrapassou a condição arquipelágica, a insularidade do sujeito, das ilhas e da sociedade nacional, para se expandir pelas comunidades de língua...

V Parte - A propósito do livro "As Ilhas Crioulas de Cabo Verde - da Cidade-Porto ao Porto-Cidade" de Manuel Brito-Semedo, e da Desafricanização Geográfica, Geo-Política, Geo-Estratégica e Político-Cultural de Cabo Verde propugnada pelo seu Autor

"E o que ocorreu depois na frente cultural da luta pela independência de Cabo Verde correspondeu plenamente ao apelo de Amílcar Cabral para a reafricanização dos espíritos, tendo havido nessa altura e nos tempos posteriores pós-coloniais uma grande explosão cultural de que beneficiaram todas as expressões e manifestações culturais da identidade crioula caboverdiana, doravante assumida na sua plenitude sem qualquer preterição ou qualquer obliteração de nenhuma das suas co-matrizes e das suas dimensões, incluindo da sua co-matriz negro-africana, da sua dimensão afro-crioula e...

A propósito do livro "As Ilhas Crioulas de Cabo Verde - da Cidade-Porto ao Porto-Cidade" de Manuel Brito-Semedo, e da Desafricanização Geográfica, Geo-Política, Geo-Estratégica e Político-Cultural de Cabo Verde propugnada pelo seu Autor (IV parte)

"Esquecem-se todavia os detractores do ALUPEC que dos primeiros alfabetos utilizados para a escrita da língua caboverdiana, e certamente o primeiro sistematizado, foi o alfabeto de base fonético-fonológica criado por António da Paula Brito para escrever em versão bilingue português-caboverdiano a primeira gramática da língua caboverdiana - na variante de Santiago- e que fez publicar, em 1877, no Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa. Esquecem-se ademais os detractores do mais recente alfabeto de base fonético-fonológica para a escrita da língua caboverdiana que a partir do...