O comício, realizado na noite de ontem no Mindelo, contou com intervenções de Francisco Carvalho, e do cabeça de lista por São Vicente, João do Carmo, com propostas centradas no reforço do papel do Estado e na melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos. Tanto o líder do partido como o cabeça de lista apelaram à mobilização dos eleitores, destacando as eleições de 17 de maio como uma oportunidade para mudar o rumo do país e construir uma governação assente na dignidade humana.
O presidente do MpD, Ulisses Correia e Silva, sublinhou hoje a pertinência da conferência da IDC África dedicada ao tema “Democracia em África: eleições, legitimidade e confiança democrática”, num contexto internacional marcado por desafios crescentes às liberdades.
"Imagina", dizia ele, com os olhos postos no horizonte, "que em cada aldeia piscatória, o Governo e os privados erguessem unidades de conservação. Não apenas casinhas, mas centros de vida. Com a energia do nosso sol e o vento que nunca nos falta, criaríamos o frio e o gelo. Eu compraria o excedente, o que sobra do dia, e o transformaria em ouro para a nossa gente."
A ideia de um Cabo Verde para todos deve ser assumida como um compromisso real de cada cidadão nacional e da diáspora: um país com igualdade de oportunidades, sem exclusões estruturais, onde ricos e pobres tenham acesso digno a educação, energia, água, habitação, mobilidade e saúde. Portanto, a alternativa é clara: construir um Cabo Verde inclusivo, justo e equilibrado, evitando perpetuar um modelo de desenvolvimento que concentra oportunidades e marginaliza a maioria dos cidadãos.
O que me tocou no discurso de Francisco Carvalho na live de ontem, a partir de São Vicente (tenho seguido todas as quintas), foi a referência a algo que muitas vezes me tem tirado o sono: o aumento da criminalidade, do consumo de drogas e da prostituição no Mindelo. Ele falou do assunto numa perspetiva completamente diferente do atual governo, e que acredito ser a certa: a resposta à violência não pode ser apenas mais policial, mais cadeias e mais repressão.
Vladmir Silves Ferreira denunciou hoje o Governo por violar o Código Eleitoral ao utilizar recursos públicos em campanha eleitoral, de promover a nomeação de dirigentes da administração pública e o recrutamento de jovens estagiários com clara intenção de condicionar o voto. O secretário-geral do maior partido da oposição acusou, ainda, a Comissão Nacional de Eleições de omissão perante estas violações e acrescentando mesmo que a CNE já definiu o seu sentido de voto
A solidão e o isolamento são elementos estressantes, neutralizam qualquer um, atrofiando todo o fluir do nosso estado emocional e felicidade. Quando não temos ninguém para partilhar nossas deceções e tristezas, perdemos o rumo e as respostas possíveis são justamente a dor e pensamentos derrotistas. Com isso, perdemos a capacidade de fazer a melhor gestão das nossas crises internas, gerando tristeza, desânimo e até depressão.