Ulisses Correia e Silva gosta da bajulação, abomina massa crítica e tem como característica central da sua genética vivencial a deslealdade, a ingratidão e a vingança, que esgrime com maestria e procura infligir aos seus adversários e inimigos reais ou imaginários no momento certo. Toda a gente que o conhece relativamente bem sabe disso, mesmo aqueles que agora fingem apoiá-lo para mais tarde lhe aplicarem a ferroada de escorpião.
Os objetivos do Pessoas, Trabalho e Solidariedade já estão traçados. O partido fundado por Onésimo Silveiro e liderado, até o seu inesperado passamento, por Romeu di Lurdes, quer eleger deputados e, para tal, pretende ir a votos em cinco círculos eleitorais, apresentando-se com uma nova visão para Cabo Verde, promovendo uma sociedade mais justa, equilibrada, inclusiva e com maior participação democrática.
Passados dois dias sobre a ocasião em que foi mandatado pela direção ventoinha a fechar as listas, o ainda primeiro-ministro não conseguiu cumprir a tarefa, já que muitos não se conformam com o lugar indicado nas candidaturas. Com este processo das listas, Ulisses Correia e Silva ficou com a sua “autoridade política abalada e isso, é inevitável, vai contar nas eleições”, disse ao nosso jornal uma fonte do Movimento para a Democracia.
O deputado deu o seu “não” a Ulisses Correia e Silva, quando questionado se queria integrar a lista de candidatos. Paulo Veiga, que é visto como divergente do ainda primeiro-ministro, publicou nesta segunda-feira, 30, na sua página oficial na rede social Facebook, um texto intitulado “O caminho continua, com as pessoas e por Cabo Verde”, onde abre o jogo sobre a sua perspetiva política para o futuro, muito na linha da “Carta Aberta” publicada ontem por Alberto Mello na mesma rede social.
Em “Carta Aberta” publicada na sua rede social, Alberto Mello assume a sua rutura com Ulisses Correia e Silva, alegando que entendeu “com toda a serenidade, não reunir condições para integrar a lista do MpD” em termos que “considerasse coerentes” com o seu percurso político. Mas deixa um aviso: vai continuar “empenhado em servir Cabo Verde e, em particular, Santiago Sul”
As práticas ilegais no Ministério das Finanças não são meramente casuais, parecem ser modus operandi. E são as provas materiais que o indicam, documentos oficiais que não deixam margem para dúvidas. O secretário de Estado das Finanças emerge como figura central deste emaranhado de ajustes diretos e contratos assinados à margem da Lei.
“Recuso-me a acreditar, que essa decisão do TC, um pouco descompassada com generalidade das doutrinas, especialmente, com as prevalecentes no mundo que nos é próximo, se ficou a dever ao facto de o nome de Amadeu Oliveira constar do processo. Repito: recuso-me a acreditar que assim seja, muito embora, haja muita gente a pensar que há uma indesejável e inaceitável “contaminação”. Arrepio-me só de pensar, porque é muito mau demais, só de e por pensar.