A Comissão Política Nacional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde designou a economista como coordenadora das próximas eleições legislativas. Uma decisão que, segundo o partido, “confirma a aposta” numa “preparação antecipada, organizada e estratégica”. Fátima Fialho foi mandatária de Francisco Carvalho nas eleições internas do passado ano e teve passagem pelo Governo de José Maria Neves, onde exerceu as funções de ministra da Economia, Crescimento e Competitividade e, posteriormente, de ministra do Turismo, Indústria e Energia. Atualmente, preside à...
O Orçamento de Estado para 2026 confirma, mais uma vez, uma tendência preocupante: a comunicação social privada em Cabo Verde está a definhar, e o Governo, consciente do problema, permanece imóvel. Desde 2024 que o sector mantém a mesma dotação orçamental, mas essa verba é drenada quase na totalidade para os órgãos públicos — RTC e Inforpress — enquanto a imprensa privada continua relegada à sobrevivência precária, dependente de um mercado publicitário exíguo e profundamente desequilibrado.
A antiga jornalista Isabel Medina, ex-funcionária da Agência Cabo-verdiana de Notícias Cabopress/Inforpress, morreu esta madrugada nos Estados Unidos da América, aos 60 anos, vítima de doença prolongada, informou a família.
O jornalista italiano Gabriele Nunziati foi demitido da Agenzia Nova após questionar por qual razão a UE exige da Rússia a reconstrução da Ucrânia, mas não cobra o mesmo de Israel no que respeita à Faixa de Gaza.
Vamos directo ao ponto: a auditoria da Autoridade Reguladora das Aquisições Públicas (ARAP) à Assembleia Nacional, que Santiago Magazine reportou, trouxe à luz um episódio que não pode ser varrido para debaixo do tapete: o contrato celebrado com o jurista Casimiro de Pina, no valor superior a três mil contos, para prestar consultoria na revisão da Constituição e do Código Eleitoral que ninguém viu.
Temos efectivamente um "jornalismo" maldoso, persecutório e preguiçoso em Cabo Verde, herdeiro dos piores vícios do regime de partido único. Um "jornalismo" que não respeita as regras básicas da própria deontologia profissional e os valores, princípios e axiomas da Constituição da República e das demais leis deste país.
...só em democracia o discurso de ódio é legítimo — não por ser bom, mas porque é na liberdade que ele pode ser combatido. Em regimes autoritários, o ódio é censurado ou, pior, transformado em doutrina de Estado. Em democracia, ele é desafiado. É confrontado pela palavra, pela crítica e pela inteligência coletiva. A coragem democrática é, pois, a coragem da confiança: confiar que os cidadãos saberão distinguir o insulto da verdade, o fanatismo da razão, a fúria da justiça. A liberdade de expressão não é uma concessão: é a fundação da própria democracia. E se...